Ensino Superior

Há 31 cursos superiores sem desemprego

Há 31 cursos superiores sem desemprego

Há 31 cursos do Ensino Superior que têm uma taxa de desemprego igual a zero, entre os quais Medicina e Enfermagem, em várias universidades e politécnicos, e algumas engenharias.

No top 5 dos cursos com mais emprego garantido estão Engenharia Informática e Ciências do Mar na Universidade de Aveiro, com 42 e 31 alunos inscritos, respetivamente, Medicina na Universidade da Beira Interior (465 alunos), Física na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (49 alunos) e Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (1137 alunos, apenas um no desemprego).

Os dados atualizados são disponibilizados esta sexta-feira pelo portal Infocursos , a menos de duas semanas do início das candidaturas às universidades a 18 de julho.

Os números revelam ainda que o número de licenciaturas/mestrados integrados sem desemprego aumentou em relação ao ano passado, em que foram 25, num universo que ultrapassa os mil cursos entre universidades e politécnicos, do ensino público e privado. Também cresceu o número de cursos com zero diplomados no desemprego: de 23 para 29.

Os cursos que tiveram a nota de entrada mais alta no ano letivo que agora terminou (2017/2018) são dos que têm melhor empregabilidade. Mas nenhum está no grupo da percentagem zero. O que mais se aproximou foi o de Medicina da Universidade do Porto, com uma taxa de 0,1%, o quarto com melhor valor. O recordista, Engenharia Aeroespacial, no Instituto Superior Técnico (Universidade de Lisboa) registou 2,4% de taxa de desemprego.

No top 5 dos cursos que atiram mais alunos para o desemprego estão Arquitetura na Escola de Artes da Universidade de Évora (em 33 alunos, 10 estão no desemprego), Comunicação Multimédia na Escola Superior de Educação, Comunicação e Desportos do Instituto Politécnico da Guarda (de 61 alunos, 13 estão no desemprego), Educação Ambiental na Escola Superior de Educação no Politécnico de Bragança (em 43 diplomados, 9 estão no desemprego), Arquitetura na Escola Superior Artística do Porto (em 124 alunos, 27 estão desempregados) e Arquitetura na área de especialidade em interiores e reabilitação do edificado (em 69 licenciados, 15 estão no desemprego).

Estes dados são do Instituto do Emprego e Formação Profissional e tiveram em conta os recém-diplomados entre os anos letivos 2012/2013 e 2015/2016. Mas para este cálculo não foram contabilizados as universidades/cursos com menos de 30 alunos. Psicologia, na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação na Universidade do Porto, é o curso com mais desempregados (85).

De salientar ainda que Medicina, na Universidade de Lisboa, foi o curso com mais mulheres em 2016/2017: 1496. O número de homens neste mestrado integrado foi de 788. No mesmo período houve nove cursos sem mulheres e 13 com apenas uma.

E que, no mesmo ano letivo estavam inscritos 10.048 alunos com mais de 40 anos, de um total de 254.880. Ciências Sociais, da Universidade Aberta foi o curso com mais matrículas (952) nesta faixa etária.

Quanto aos alunos estrangeiros, também em 2016/2017, as universidades/politécnicos contavam com 17876 matrículas de estudantes com outras nacionalidades. Só em Direito, na Universidade de Coimbra, encontravam-se a estudar 358.