
Orlando Almeida/Global Imagens
O presidente da República pediu esta quinta-feira aos jornalistas que sejam "isentos, imparciais e implacáveis" no escrutínio do poder, a começar por ele próprio. E lembrou o papel do jornalismo na defesa da Democracia, que se "constrói todos os dias".
Esta quinta-feira, na inauguração das novas instalações do grupo Global Media Group, a que pertence o Jornal de Notícias, o presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa pediu a todos os jornalistas que façam o seu escrutínio. "Se o jornalismo cumprir essa missão, cria liberdade e democracia e ajuda Portugal a ser melhor", disse.
O presidente admitiu que o escrutínio dos jornalistas "é complicado, é penoso e às vezes tem custos", mas disse que faz parte da natureza da sua profissão e é essencial à Democracia. E até gracejou com uma "originalidade dos nossos tempos" que é o facto de pessoas que devem ser objeto de escrutínio público poderem considerar que não o devem ser, numa alusão ao que se passou com a administração cessante da Caixa Geral de Depósitos.
Marcelo reconheceu que "não é fácil haver uma comunicação social livre e democrática, onde as democracias vivem um período muito difícil", pelo que enalteceu o facto de o Global Media Group ter mudado de instalações e concentrado todas as publicações num novo edifício, nas Torres de Lisboa, embora admita que sente alguma "saudade" de cada vez que passa pelo antigo edifício do Diário de Notícias, na Avenida da Liberdade, onde várias publicações estiveram durante anos.
