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PCP compara António Costa ao Padrinho em vídeo no Facebook

PCP compara António Costa ao Padrinho em vídeo no Facebook

O Partido Comunista Português publicou um vídeo no Facebook em que critica o acordo de concertação social assinado pelo Governo e compara o primeiro-ministro a personagem Don Corleone, chefe da máfia italo-americana dos filmes "O Padrinho". Nem a banda sonora está em falta.

As referências à obra de Coppola estão todas lá, não fosse o utilizador menos atento não perceber a mensagem: a mão que controla as marionetas, o tema composto por Nino Rota e as cores predominantes, o preto e o branco. "PS, PSD, CDS e os patrões: os padrinhos da precariedade" é o nome do vídeo publicado esta sexta-feira, em que os comunistas comparam António Costa a Don Corleone, personagem fictícia criada pelo roteirista Mario Puzo, coloando-o a Rui Rio, Assunção Cristas e António Saraiva, presidente da Confederação Empresarial de Portugal.

As referências à obra "O Padrinho" são evidentes, desde as cores predominantes (preto e branco), passando pela mão que controla as marionetas, até ao tema composto por Nino Rota.

No início do vídeo, é apresentada uma imagem dos quatro alinhados, coerente com o grafismo do cartaz dos filmes de Francis Ford Copolla, acompanha do seguinte texto: "No passado dia 18 de junho, o Governo do PS assinou com os patrões (e a UGT) mais um acordo de concertação social e apresentaram-no como um grande passo no combate à precariedade". "Vejamos então algumas propostas", desafia, de seguida, o PCP.

O aumento da duração dos contratos de muito curta duração, o alargamento do período experimental e a criação de uma taxa (2%) de rotatividade que, na teoria, penaliza as empresas que abusam dos contratos a termo são três dos pontos criticados do referido acordo, assinado em sede de concertação social. "Dizem combater a precariedade, mas criam vínculos ainda mais precários", concluem no vídeo, que termina com a frase "Mais uma borla para os patrões" em letras grandes.