Segurança

Polícias e militares reforçam fronteiras da Europa

Polícias e militares reforçam fronteiras da Europa

Centenas de polícias e militares portugueses vão participar no Frontex, estrutura de defesa das fronteiras europeias para combater o tráfico de seres humanos e apoiar refugiados.

Na quinta-feira, o tema será objeto de uma comunicação e uma cerimónia oficial, presidida pelo ministro da Administração Interna.

A participação nacional deverá este ano rondar os 550 homens e mulheres, além de meios aéreos e navais, incluindo uma fragata. Em termos numéricos o empenhamento português deverá subir, mas, relativamente ao ano passado, assume contornos distintos e maior envolvimento naval.

A participação nacional vem da GNR, PSP, SEF, Autoridade Marítima, Marinha e Força Aérea, mas enquanto no ano passado o envolvimento da PSP se limitava a 16 elementos, desta vez a participação desta força policial sobe para 49 elementos, com dez equipas cinotécnicas e 29 peritos de registo de imigrantes. Constitui a maior participação da PSP no Frontex, que ainda em 2016 se ficava pelos 12 elementos.

Em contrapartida, a GNR desce de 135 para 113 militares, mas com uma embarcação de vigilância costeira, uma viatura de vigilância e um carro patrulha. Também o SEF e a Polícia Marítima irão participar, esta última força com duas embarcações de patrulha costeira. Ao SEF caberá a crítica função de participação no combate ao crime transfronteiriço, assim como a avaliação de documentos, para deteção de fraudes.

A Força Aérea vai participar com dois aviões para patrulhamento marítimo, que poderão ser dois C-295 ou um C-295 e um P-3, tudo dependendo dos requisitos da estrutura do Frontex. O P-3 tem mais capacidades e autonomia, mas a operação é também mais cara.

Quanto à Marinha, altera significativamente a sua participação. Enquanto no ano passado, a Armada operou com um patrulha oceânico da classe "Viana do Castelo" e um patrulha da classe "Tejo", este ano o patrulha oceânico é substituído pela fragata "D. Francisco de Almeida". Este navio leva uma guarnição de cerca de 150 elementos, quase quatro vezes superior ao navio anterior, mas, além do número de homens, surge com maior destaque a capacidade deste navio, em capacidade a nível da deteção, graças aos radares e a outros sensores.

O Frontex é uma estrutura europeia virada para a segurança das fronteiras externas, que em Portugal tem o SEF como ponto de contacto. Funciona como estrutura operativa assim como plataforma de circulação de informação criminal e dos raros organismos que permitem uma cooperação completa e conjunta entre forças policiais e forças militares.

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