São Tomé

Professores pagam multa para regressar a Portugal

Professores pagam multa para regressar a Portugal

Os professores contratados colocados na Escola Portuguesa de São Tomé (EPST) já têm passaporte mas ainda estão sem vistos. Para visitarem Portugal durante o Natal, os docentes vão ter de pagar uma multa pela prorrogação do pedido de autorização de permanência.

Os professores têm bilhetes de avião comprados para este fim de semana mas só esta sexta-feira tiveram a certeza de que vão embarcar. Na quinta-feira, terão sido devolvidos os passaportes a 14 professores contratados e mais uma docente de quadro, em mobilidade, mais ainda sem os carimbos dos vistos. A cada docente foi entregue um comprovativo do pedido de autorização de permanência e a sua prorrogação por trinta dias - ou seja, até 15 de janeiro os docentes vão poder sair e regressar a São Tomé.

A direção da escola garantiu, esta sexta-feira, que irá suportar o pagamento das multas pela prorrogação do processo. Cada docente terá de pagar cerca de 60 euros quando regressar a São Tomé. Num email enviado a cada professor, a EPST informa que está a negociar com o Serviço de Migrações e Fronteiras de São Tomé "para a escola pagar o valor total antes" do regresso dos docentes. "Caso contrário, a escola reembolsará" os professores.

No entanto, os docentes terão de pagar o processo de regularização, que ronda os 300 euros.

A EPST pertence à rede pública nacional de estabelecimentos de ensino e apesar de o concurso de recrutamento ser local as regras para contratar os docentes são idênticas às cumpridas em Portugal.

Conforme o JN avançou, 35 professores contratados e 12 de quadro foram colocados na EPST e entraram no país com visto de turistas. Entregaram passaportes e documentação em setembro para regularizar as autorizações de permanência mas só no início desta semana começaram a receber os documentos.

ver mais vídeos