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São poucos. Mas há cada vez mais alunos com deficiência no Superior

São poucos. Mas há cada vez mais alunos com deficiência no Superior

Este ano entraram 231, o valor mais alto de sempre. No total, são 1644. Faltam políticas para que sejam mais.

Marta. César. Ana. Três dos 1644 alunos com necessidades educativas especiais (NEE) no Ensino Superior português. São poucos. Mas são cada vez mais. Só no presente ano letivo entraram 231 alunos através do contingente especial. Mais 28% face ao concurso anterior. O número mais elevado de sempre (em 2015, tinham entrado 120). Mas há ainda um longo caminho a percorrer. Os números explicam uma parte. Em todo o país são apenas 175 os quartos adaptados em residências universitárias. E o adaptado é um conceito amplo, como demonstra Ana (ler ao lado), doutoranda em Sociologia: "A porta tem 80 centímetros de largura, mas depois não consigo dar a volta com a cadeira dentro do quarto".

Num inquérito da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência de 2017, com respostas de 265 faculdades, 56% dizem que todos os edifícios são acessíveis. E de um total de 112 instituições, apenas 25 têm um estatuto próprio para estes alunos e 51 um serviço de apoio.

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