Ensino superior

Técnico é "para os melhores alunos"

Técnico é "para os melhores alunos"

O Técnico colocou 1201 estudantes, este ano, e todos podem esperar um trabalho de qualidade quando se licenciarem. A taxa de empregabilidade dos seus cursos é de 100%. Mas não quer aumentar o número de vagas. "É uma escola para os melhores alunos e não para todos os alunos", diz o presidente.

Se formasse quatro ou cinco vezes mais engenheiros, nos seus vários cursos, o Técnico continuaria a ter mercado de trabalho para todos. Arlindo Oliveira, presidente da instituição de ensino superior que, pelo segundo ano consecutivo, tem as mais altas médias de entrada, adiantou ao JN que a taxa de empregabilidade é de 100%. "Será de 300 ou 400%", admite.

Mas o acesso a trabalho estável e bem remunerado não leva Arlindo Oliveira a querer aumentar o número de vagas. Primeiro, diz, o Técnico já tem cursos de grande dimensão, como Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (220 colocados), Engenharia Informática e de Computadores (170) e Engenharia Mecânica (161). Os cursos com a nota de entrada mais elevada (mais procurados pelos melhores alunos), contudo, admitiram muito menos estudantes. Engenharia Física Tecnológica preencheu 60 vagas e a Aeroespacial tem 80 futuros engenheiros.

Em segundo lugar, o número de vagas é definido pelo Governo, mediante critérios como a empregabilidade, e este ano teve um corte de 5%. Foi uma decisão política tomada pelo Ministério da Ciência, de diminuir o número de vagas nas instituições do Grande Porto e Grande Lisboa e aumentar nas restantes.

Mas o próprio Técnico não quer crescer além da atual dimensão. "Não temos espaço físico para isso", diz Arlindo Oliveira. Nem vontade. O Técnico segue o exemplo de escolas internacionais semelhantes, que também trabalham com um pequeno número de estudantes, para garantir a qualidade do ensino e dar à marca um cunho de elite. Nas palavras do seu presidente, o Técnico "é uma escola para os melhores alunos e não para todos os alunos."

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