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Investigadores portugueses eleitos membros de organização europeia de ciência

Investigadores portugueses eleitos membros de organização europeia de ciência

Dois investigadores portugueses vão ser esta quarta-feira eleitos para serem membros da Organização Europeia de Biologia Molecular (EMBO). Os dois cientistas foram premiados por várias descobertas na área da ciência. Juntam-se a mais 56 membros de 15 diferentes Estados-Membros.

Raquel Oliveira, líder do Laboratório de Dinâmica de Cromossomas no Instituto Gulbenkian de Ciência, e Carlos Ribeiro, investigador principal do Programa Champalimaud de Neurociência, tornam-se, a partir desta quarta-feira, membros vitalícios da EMBO. A organização reconheceu o vasto contributo dos cientistas que se dedicam ao estudo e ao desenvolvimento da neurociência. Aos portugueses, juntam-se mais 56 membros, de 15 diferentes Estados-Membro da Conferência Europeia de Biologia Molecular (EMBC), instrumento governamental de financiamento da EMBO.

Raquel Oliveira fez já várias contribuições com descobertas relacionadas com a composição dos cromossomas. A cientista identificou o aparecimento de anomalias nos cromossomas e que está na base de algumas doenças, como a infertilidade e o cancro. O laboratório liderado por Raquel está concentrado na análise da composição dos cromossomas e da sua divisão, e na forma como isso permite uma correta distribuição de informação genética.

Desde sempre dedicada ao estudo dos cromossomas, a cientista portuguesa criou o seu próprio grupo de investigação no Instituto Gulbenkian da Ciência, depois de regressada dos estudos em Inglaterra. Condecorada já pela segunda vez pela EMBO, Raquel Oliveira admite que "é um privilégio fazer parte de um grupo com cientistas tão extraordinários, muitos dos quais foram excelentes mentores ou uma forte inspiração ao longo da minha carreira. Estou ansiosa por expandir a minha participação nas atividades da comunidade EMBO e por fortalecer a ciência europeia".

Carlos Ribeiro foi também eleito depois de cooperar para o desenvolvimento da neurociência através de descobertas. O trabalho do cientista permitiu a compreensão da forma como o cérebro escolhe nutrientes e de como processa informações sensoriais através do comportamento dos nutrientes e do organismo no corpo. Carlos Ribeiro foi também pioneiro no uso de imagens realizadas dentro de um organismo para estudar as moléculas da mosca-da-fruta.

Integrado no Programa Champalimaud de Neurociência em 2009, Carlos Ribeiro sente-se honrado pela eleição para a EMBO. "É uma organização que admiro pelo seu apoio inabalável à biologia em toda a sua diversidade e que teve um tremendo impacto no universo científico. Vejo esta eleição principalmente como um reconhecimento das conquistas das pessoas incríveis do meu laboratório e da comunidade que trabalharam connosco para colocar a Fundação Champalimaud no mapa científico", refere em comunicado.

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