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Lares que proíbem os idosos de sair incorrem em crime

Lares que proíbem os idosos de sair incorrem em crime

Maioria das restrições já foi levantada, mas há instituições que contrariam as orientações da DGS e que ainda não deixam os utentes irem a casa.

Quase dois anos após o início da pandemia, o Governo aliviou, em fevereiro, a maioria das restrições. Mas o progresso que houve no país não se reflete em alguns lares de idosos. Várias instituições continuam a proibir os utentes de ir a casa ou de passear com as suas famílias no exterior. O constitucionalista Paulo Otero diz que privar os idosos da liberdade "constitui um crime".

Segundo a Associação Nacional de Gerontólogos (ANG), ainda existem, atualmente, "várias práticas no que toca às medidas de restrições por parte das estruturas residenciais para pessoas idosas". Por um lado, há as que permitem as saídas, sem qualquer tipo de condicionante. Noutros casos, as deslocações ao exterior são permitidas, com obrigatoriedade de teste antigénio no regresso à instituição. "No extremo das restrições, ainda verificamos, infelizmente, instituições que não permitem a saída para o exterior", relata a ANG, que defende o "desconfinamento para todos".

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