Denúncia

Lobo Xavier tem clientes "vítimas de perseguição" pela maçonaria

Lobo Xavier tem clientes "vítimas de perseguição" pela maçonaria

O conselheiro de Estado e advogado António Lobo Xavier disse ter recebido denúncias de clientes que afirmam ser vítimas de extorsão e perseguição por parte de uma alegada rede maçónica que, a existir, conta com políticos e magistrados.

"Eu nunca a vi nem sei que forma ela toma, mas eu tenho clientes que me dizem que são vítimas de extorsão por serem ameaçados, fazendo isto entregando dinheiro e quantias e assumindo comportamentos, senão, são perseguidos por uma rede maçónica que vai desde a política até às magistraturas", denunciou Lobo Xavier no programa Circulatura do Quadrado desta semana.

O conselheiro de Estado sublinhou, no entanto, não saber se isso corresponde à verdade, mas manifestou desconfiança: "Eu não sei se é verdade. Eu tenho desconfianças, leio livros sobre a maçonaria, conheço a história da maçonaria. Que haverá maçons existem. O problema é que eu não sei quem eles são, nem eles se declaram, tirando uma ou duas figuras em Portugal que assumem isso publicamente", afirmou.

O grão-mestre do Grande Oriente Lusitano já negou que a organização tenha este tipo abordagem. "Nem de longe, nem de perto. Não conheço nem nos livros de História que existem, nem nos livros sobre maçonaria. Não há nenhuma história reportada nesse sentido. Foram sempre lutadores pela liberdade, veja, por exemplo, a nossa primeira República", garantiu Fernando Lima, considerando o comentário "muito infeliz".

As declarações de Lobo Xavier surgiram a propósito da proposta legislativa do PSD e do PAN para obrigar os políticos a declarar se pertencem a associações como a Maçonaria e a Opus Dei.

O conselheiro de Estado considera "uma violação do direito de culto" obrigar os políticos a declarar que são da Opus Dei, uma vez que esta é "uma instituição da Igreja Católica que está reconhecida no código canónica como pessoa coletiva no Estado Português" sobre a qual "não existe nenhum secretismo".

"O vigário regional da Opus Dei foi meu colega de liceu e da universidade. Eu sempre soube o que é que ele era, eu frequentei o meio do Opus Dei, conheço os colégios, os meios de formação. Nunca vi esconderem aquilo que eram, nem sequer comigo alguém alguma vez me tentou influenciar", sustentou.

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