Doença

Maioria acredita numa nova vaga da pandemia

Maioria acredita numa nova vaga da pandemia

Poucos portugueses duvidam de uma nova vaga da doença que tomou conta dos nossos dias.

Cerca 85% estão cientes da probabilidade de um segundo pico de infeção, enquanto 10% consideram-na remota ou inexistente. Os mais velhos expressam maior descrença na segunda vaga de covid-19, no barómetro da Pitagórica para o JN.

A normalidade tardará a chegar, com mais de um terço (36%) dos questionados a afirmarem que não retomarão as rotinas do passado recente enquanto não houver uma vacina. Os dias de isolamento ficaram para trás. Então, 91% cumpriram à risca as regras de confinamento, decretadas pelo Governo nos meses de março e de abril: 71% nunca as violaram e só 1% não acatou.

Otimismo cauteloso

A imunização não chegará num piscar de olhos. Pode demorar entre um a dois anos a sair dos laboratórios, como defendem 56% dos portugueses. Só uma pequena parte das pessoas (7%) antevê a vacinação da população em menos de seis meses. Uma esperança confessada em maior número pelos idosos.

Há, todavia, 21% à espera que a vacina, investigada por todo o Mundo, possa começar a ser administrada entre seis a 12 meses. Apenas 3% admitem que os cientistas não desenvolvam uma vacina para a doença. Caso seja criada, 89% aceitarão a vacinação. Aliás, 54% estão totalmente certos de que a tomarão. O grupo etário que manifesta maior confiança tem entre 45 e 54 anos. A recusa é ponderada, no entanto, por 8% dos inquiridos.

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Volvidos dois meses, a perceção da gravidade da doença baixou de 62% (no barómetro de março) para 41%. Mas o otimismo luso é cauteloso. Em março, com a pandemia a dar os primeiros passos no país, 75% dos inquiridos estavam certos de que a incidência da doença aumentaria. No mês seguinte, 27% auguravam esse cenário negro. Este mês e apesar do número diário de infetados ser baixo, há mais pessoas a acreditar que a doença piorará (35%).

23% só usarão máscaras se forem obrigados

O uso de máscaras em locais públicos não é consensual entre os inquiridos e 23% garantem que só a colocarão se forem obrigados. A resistência é maior no Sul e nas pessoas entre os 35 e os 44 anos (46% recusam fazê--lo ou reconhecem que será pouco provável utilizá-la). Ainda assim, mais de metade (59%) está disposta a envergar a proteção e 21% têm a certeza que a usarão. A disponibilidade para a utilização de máscara é maior entre os mais jovens (dos 18 aos 34 anos) e os idosos.

A confiança dos portugueses na resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS) aumentou exponencialmente. Se, em março, 18% dos inquiridos acreditavam que o país estava bem preparado, hoje são 75%. Essa convicção ascende a 85% entre os jovens dos 18 aos 24 anos e é expressa, sobretudo, em Lisboa (80%), hoje a região com maior número de novos casos.

por cento discordam de um novo confinamento rigoroso em caso de uma segunda vaga de covid-19 no país.

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