Sondagem

Maioria dos portugueses está contra novos confinamentos

Maioria dos portugueses está contra novos confinamentos

Portugueses mais velhos e residentes da Área Metropolitana de Lisboa são os que mais contestam que haja novas restrições restrições à liberdade de movimentos. Perceção de risco é baixa: 71% acham pouco provável virem a ser infetados com a covid-19.

A margem é estreita mas há, ainda assim, uma maioria de portugueses (51%) que rejeita que o Governo venha a decretar novos confinamentos. Mesmo que o número de casos de covid-19 continue a aumentar. É o que mostra uma sondagem da Aximage para o JN e a TSF, em que também se destaca o facto de 71% dos inquiridos responderem que consideram baixo o risco de ser infetado.

A resistência a medidas que imponham restrições à liberdade de circulação é particularmente elevada entre os cidadãos com 65 ou mais anos (61%) e entre os que vivem na Área Metropolitana de Lisboa (58%) - aliás, a única região do país (concretamente 19 freguesias) em que se mantém a obrigação do dever cívico de recolhimento, com ajuntamentos limitados a cinco pessoas e os cafés obrigados a fechar portas às 20 horas.

Numa questão em que fica patente uma grande divisão (46% aceitariam novos confinamentos), foi o género que ditou a diferença: os homens (54%) fizeram pender a balança para o fim das restrições (as mulheres estão divididas a meio).

Há, no entanto, segmentos da amostra em que se nota apoio a medidas mais restritivas, em particular na faixa etária dos 50 aos 64 anos (54%) e nos que residem no Sul e ilhas (56%).

PORTUENSES MAIS OPTIMISTAS

É provável que a rejeição de novos confinamentos esteja relacionada com a baixa perceção de risco: 71% dos portugueses consideram pouco provável virem a ser infetados (os mais otimistas são os cidadãos de 65 ou mais anos e os que vivem na Área Metropolitana do Porto); ao contrário, apenas 18% acham que essa possibilidade é alta ou muito alta (os mais pessimistas têm 35 a 49 anos ou vivem no Sul).

Numa lista de dez locais, dois que se destacam pela perceção de maior risco de contágio: festas e grandes ajuntamentos de pessoas, apontados por 76% dos inquiridos (convicção que a famigerada festa de Lagos terá ajudado a solidificar); e os transportes públicos, indicados por 73% (têm sido repetidamente apontados como causa provável para o surto ainda por controlar nas 19 freguesias da região de Lisboa). São, aliás, os habitantes de Lisboa (80%) e as faixas etárias dos 35 aos 64 anos (84%) os mais preocupados com os transportes.

Note-se que os lares, apesar do elevado número de infeções e mortes, são apontados por apenas 21% dos inquiridos como local de maior risco (9% entre quem tem 65 ou mais anos).

NOVA PARCERIA COM A AXIMAGE

O JN inicia este sábado uma nova parceria com a Aximage, com vista à publicação de barómetros políticos e outros estudos de opinião. Trata-se de uma da mais reputadas empresas deste mercado, com atividade há três décadas.

O JN escolhe sempre os melhores para trabalhar e isso é válido agora para a Aximage, como foi até aqui para a Pitagórica, de Alexandre Picoto, de quem nos despedimos, uma vez que a estratégia da empresa não passa, no momento, por fazer barómetros para os média.

Certo é que a Pitagórica nos deixa uma herança de competência e fiabilidade, como demonstraram, primeiro, os barómetros apresentados ao longo do último ano e meio, e confirmaram, depois, a correspondência entre previsões e resultados nas urnas.

Um agradecimento é por isso devido à Pitagórica. Com a certeza de que, com a Aximage, a qualidade e a exigência serão iguais. Sempre em benefício do leitor.

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