Covid-19

Mais 152 mortes no quinto dia seguido com mais de 10 mil casos

Mais 152 mortes no quinto dia seguido com mais de 10 mil casos

Portugal reportou, este domingo, mais de 10 mil casos diários de covid-19, pelo quinto dia consecutivo, e registou 152 mortes nas últimas 24 horas , para um total de 8861 óbitos.

A covid não dá tréguas. Portugal soma mais de 10 mil casos pelo quinto dia consecutivo. Com as 10385 infeções reportadas este domingo, o terceiro pior dia de sempre, o total de infetados ascende a 549801, desde o início da pandemia. Entre os 152 óbitos anotados nas últimas 24 horas, foi registada a morte de uma mulher na casa dos 30 anos.

O boletim divulgado este domingo pela Direção Geral da Saúde (DGS) sublinha o aumento do esforço que o os hospitais portugueses estão a fazer, com mais 236 doentes internados com covid-19, sendo que nove desses pacientes necessitam de cuidados intensivos. São já 4889 internados em Portugal, 647 deles em UCI, números nunca antes vistos.

Com mais 5846 casos ativos, são 134011 os doentes infetados com covid-19 atualmente em Portugal. Acrescem 161120 sob vigilância, o que deixa quase 300 mil portugueses confinados ou limitados pela doença causada pelo vírus da SARS-CoV-2.

O número total de recuperados é de 406929, já contando com os 4387 pacientes que tiveram alta nas últimas 24 horas.

Covid matou mais em 11 meses do que a Guerra Colonial em 13 anos

Esta semana, contando de segunda-feira a este domingo, morreram 1058 pessoas em Portugal. O total do mês de janeiro vai já em alarmantes 1955 óbitos, em 17 dias, quase tantos como as 1998 mortes contabilizadas em novembro, o mês que confirmou a segunda e mais dura vaga da pandemia em Portugal. Desde 16 de março de 2020, quando foi confirmado o primeiro óbito, morreram 8861 pessoas por causas associadas à covid-19 no país.

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Um número, 8861, que supera um registo marcado na identidade e na vida de milhares de famílias portuguesas há mais de cinco décadas, o dos mortos na "Guerra do Ultramar", que custou a vida a 8831 portugueses. Dados de José Brandão, autor do livro "Cronologia da Guerra Colonial", citando informações atribuídas ao Estado-Maior General das Forças Armadas.

A leitura é simples, direta e dura: a covid-19 matou em menos de 11 meses mais do que a Guerra Colonial em 13 anos - de 1961 a 1974. Das quase nove mil baixas no Ultramar, 4280 militares (48,5%) morreram em resultado direto de ações de combate e 4.551 (51,5%) em acidentes e doenças.

Dos 152 óbitos registados até à meia-noite de sábado, 100 (48 homens e 52 mulheres) tinham mais de 80 anos. São quase seis mil os mais idosos arrancados ao país desde o início da pandemia: 5956, isto é, 67% do total de óbitos nacionais.

O escalão imediatamente anterior, dos 70-79 anos, registou mais 39 perdas (26 homens e 13 mulheres), para um total de 1819 óbitos (21% do total nacional) neste escalão etário desde março.

A faixa etária dos 60-69 anos acumula 745 mortes desde o início da pandemia, 8,5% do total nacional, já contando com os nove óbitos registados nas últimas 24 horas (seis homens e três mulheres).

O dia, que fica marcado pela morte de mais uma mulher com menos de 40 anos, a 18.ª vítima mortal neste escalão etário desde o início da pandemia, tem também o registo de três óbitos (dois homens e uma mulher) no escalão etário dos 50-59 anos, elevando o somatório para 233 nesta faixa etária, que representa cerca de 2% do total da mortalidade.

Lisboa com mais vítimas e Centro com recorde de óbitos

A Região de Lisboa e Vale do Tejo perdeu 59 vidas nas últimas 24 horas. É a zona do país com mais óbitos pelo quinto dia seguido. No total morreram 3174 pessoas no entorno da capital desde o início da pandemia.

A Região Centro anotou, este domingo, um negro recorde de vítimas mortais: 42 vidas perdidas. Um registo que eleva o total de óbitos para os 1402 desde o início da pandemia.

A Norte, os números voltaram a um angustiante "novo normal", para a casa dos 30 óbitos diários. Cifra repetida ao longo de 10 dias deste mês de janeiro e só interrompida pelos 46 mortos de sábado. Somas que contribuem para fazer da zona mais setentrional do país a mais afetada pela pandemia, como um total de 3718 óbitos.

O Alentejo chegou aos 400 mortos desde o início da pandemia. Foram 12 as vidas perdidas até à meia-noite de sábado, quando fecham os registos. E não foi a cifra mais elevada na naquela região.

O "ano covid", iniciado em março de 2020, soma 119 óbitos no Algarve, já contando com os três anotados no boletim da DGS revelado este domingo.

São tantos como os mortos contados na Madeira neste mesmo período. Aquele que é o pior registo diário de óbitos na "Pérola do Atlântico", que nunca tinha perdido mais de duas pessoas no mesmo dia, eleva a contagem atual para 26 mortos.

Nos Açores não há registos de óbitos desde 30 de dezembro de 2020, quando chegou aos 22 atuais o total de mortes associadas à covid-19 no arquipélago açoriano.

Alívio de casos no Centro e números elevados no entorno da capital

Com 4190 casos identificados, o segundo pior registo de sempre, a Região de Lisboa e Vale do Tejo é a zona do país com mais infeções pelo oitavo dia consecutivo. Uma cifra que atira para 184063 o total de pessoas tocadas pela doença desde 2 de março.

Na Região Norte, a mais afetada pela pandemia, com 256208 casos confirmados desde que o vírus foi identificado em Portugal, anotou mais 3448 infeções este domingo, uma número em linha com os registos continuados desde quarta-feira.

O domingo trouxe um ligeiro alívio à Região Centro, com a DGS a anotar, até à meia-noite de sábado, quando fechou o boletim, 1862 casos, naquele que foi o primeiro dia abaixo das duas mil infeções após quatro jornadas a registar novos máximos. No total, o vírus já tocou 73351 pessoas nesta zona do país.

No Alentejo, os números são os mais baixos desde domingo passado, quando tinham sido registados 373 casos. Com 388 infeções reportadas até à meia-noite de sábado, após uma semana de recordes, a região alentejana tem um acumulado de 18200 infeções desde o início da pandemia.

Alívio, também, no Algarve, com 348 casos, contra 402 no sábado, mas ainda assim acima dos 285 de domingo passado. No total, 2912 pessoas foram oficialmente diagnosticadas com covid-19 no extremo sul de Portugal.

Nas ilhas, a Madeira superou a barreira dos 100 casos num só dia pela primeira vez. As 118 infeções reportadas este domingo elevam para 2607 o total de infetados desde o início da pandemia.

Nos Açores, os 31 casos representam o número mais baixo dos últimos 15 dias, quando foram reportados 16 casos, a 3 de janeiro. Após duas semanas de cifras elevadas, o total de infetados no arquipélago açoriano subiu para 2912.

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