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Mais de 800 mulheres à espera de engravidar por falta de dadores

Mais de 800 mulheres à espera de engravidar por falta de dadores

Banco Público não tem dádivas para fazer face à lista com mais de 800 nomes. Privados têm óvulos e espermatozoides em excesso.

Em Portugal, há 814 casais e mulheres solteiras à espera de concretizar o sonho de ter um filho por falta de dadores de óvulos e espermatozoides. As dádivas subiram em 2019, quando o Banco Público de Gâmetas recebeu 45 doações. Mas continuam insuficientes. Para quem recorre ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), a espera por tratamento de procriação medicamente assistida chega aos três anos. Está-se a dar resposta, agora, a pedidos de 2017.

Segundo Carla Rodrigues, presidente do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA), "as enormes listas de espera no SNS" contrastam com a rapidez nos centros privados. "Os privados não têm necessidade de gâmetas, até estão com excedentes. Mas, aí, os tratamentos só são acessíveis a mulheres com possibilidades económicas." Aliás, a Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução (SPMR) fez um levantamento das dádivas em Portugal em 2018. E concluiu que, de 850, só 37 foram feitas ao Banco Público.

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