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#MakePortugalGreta: o desafio para trazer a jovem ativista ao nosso país

#MakePortugalGreta: o desafio para trazer a jovem ativista ao nosso país

A adolescente de 16 anos que todas as sextas-feiras faltava às aulas para se sentar à porta do Parlamento sueco a alertar para a crise climática ainda não respondeu ao pedido dos jovens portugueses para vir a Lisboa.

A liderança do movimento estudantil da Greve Climática aproveitou a oportunidade da mudança da Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações do Clima para Madrid para pedir ao rosto da luta mundial, Greta Thunberg, que venha a Portugal no final de novembro.

Depois de ir de barco alimentado a energia solar até Nova Iorque "gritar" aos líderes mundiais que há uma crise climática, ainda não se sabe como é que Greta virá até Espanha. As manifestações populares no Chile trocaram-lhe as voltas e a conferência da ONU sobre as alterações climáticas mudou-se de Santiago do Chile para Madrid. Vai acontecer entre 2 e 13 de dezembro. Os jovens ativistas portugueses não perderam a oportunidade para convidar a adolescente sueca a passar por Portugal no final de novembro, antes de seguir para a capital espanhola. Mas Greta ainda não respondeu.

O movimento da Greve Climática Estudantil, que mobilizou milhares de estudantes a nível nacional durante este ano, até já criou um hashtag: #MAKEPORTUGALGRETA. Apelam a todos os estudantes, trabalhadores, ativistas e cidadãos que apoiem a iniciativa nas redes sociais. Tudo para trazer Greta Thunberg a Portugal para falar com os estudantes que, como ela, têm feito da crise climática uma luta. Na carta que enviaram à sueca, os jovens explicam que o país elegeu recentemente um novo Governo que fez das alterações climáticas uma "prioridade política". Mas desabafam que há uma grande diferença entre o que é prometido e o que é feito. A construção do novo aeroporto do Montijo é o exemplo mais gritante de quem pede a Greta que se junte à luta.

"A poucas semanas da última COP da década, e numa conjuntura dramática para o futuro do planeta, não só foi autorizada a construção do novo aeroporto do Montijo, como continuam os planos para dragar o rio Sado, explorar lítio e gás "natural", bem como uma série de outras questões ambientais problemáticas que apenas evidenciam a falta de esforço político no país no sentido de atingir a neutralidade carbónica, proteger ecossistemas e reduzir as emissões de CO2", pode ler-se no comunicado da Greve Climática Estudantil, que acrescenta que "a vinda da ativista iria trazer ao panorama político nacional uma nova atenção aos gravíssimos problemas ambientais que se têm desenrolado sob a indiferença política".

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