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Manuel Heitor assume que ensino à distância não foi o "ideal"

Manuel Heitor assume que ensino à distância não foi o "ideal"

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, apelou ao regresso do ensino presencial na conferência "Os Desafios do Ensino à Distância no Ensino Superior: Afirmação de uma Modalidade em Expansão", que se realizou esta sexta-feira, em Lisboa. A expepriência do ano letivo passado nas universidades não foi a ideal, reconheceu.

Manuel Heitor discursou no final da conferência promovida pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior, assumindo que vivemos "tempos de exceção" para o ensino e que a estratégia adaptada para lecionar "não foi um ensino à distância, foi um ensino de emergência".

Para o ministro, os últimos anos letivos mostraram-nos que o método praticado "não é um ensino à distância. O ensino à distância é uma realidade diferente daquela que foi feita nos últimos anos" e que Portugal e a Europa tiveram que se adaptar rapidamente, face à pandemia, para providenciarem "formas de ensinar e aprender que hoje sabemos que não foram ideais".

"Situação de emergência"

Reiterou que esta forma de ensinar não pode continuar porque aconteceu "numa situação de emergência" e que "nos deve levar a refletir na necessidade intrínseca do ensino presencial, pelo que nunca é demais apelar à mobilização de todas as instituições para efetivamente se concretizar o ensino presencial".

Contudo, o ministro confessou que o ensino à distância "tem um grande potencial de crescimento" em Portugal, classificando-o como uma oportunidade para qualificar a população adulta que não frequentou o ensino superior, assumindo que a formação da faixa etária entre os 25 e os 40 anos como uma "necessidade nacional".

Durante a sua intervenção, Manuel Heitor, falou na ambição de "crescer e formar mais", referindo que "temos pela primeira vez mais de 50% dos jovens de 20 anos no ensino superior" e "ultrapassámos de forma inédita a fração da população entre 30 e 34 anos com formação superior. Temos hoje 46% dessa faixa etária com diploma de ensino superior quando eram de 34%, em 2015".

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