Pandemia

Marcelo afasta cenário de novo estado de emergência

Marcelo afasta cenário de novo estado de emergência

O Presidente da República afastou, esta quarta-feira, um eventual cenário de estado de emergência, tendo em conta o atual contexto pandémico. Assegurou que acompanhará o Governo sobre o uso de máscara na rua e apelou à adesão à terceira dose da vacina.

"Não está em cima da mesa", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, em Espanha, quando questionado sobre se um eventual regresso ao estado de emergência estava a ser equacionado.

Embora a declaração desse cenário seja "constitucionalmente possível" mesmo com a Assembleia da República dissolvida, o chefe de Estado argumentou que o país está "muito longe das fasquias que considerava relevantes" no fim do segundo estado de emergência e que "estão muito, muito longe dos números atuais", nomeadamente no que diz respeito ao número de internados, tanto em enfermaria como em unidades de cuidados intensivos. "Não é uma questão que se coloca", reforçou.

Sobre a reposição do uso de máscara na rua, Marcelo notou que, a avançar, essa medida só entrará em vigor "com a indicação do Governo" e depois de ouvidos os peritos do Infarmed. "Eu não me substituto ao Governo", reiterou, defendendo que é preciso "esperar por aquilo que o Governo entende adotar como sendo certo".

Aderir à terceira dose é "sensato"

Comparando a diferença na taxa de vacinação contra a covid-19 entre Portugal e o resto da Europa, o presidente da República mostrou-se agradado pela adesão à terceira dose da vacina e apelou à manutenção da toma. "Há um movimento a que os portugueses têm aderido, e queria congratulá-los por isso, porque é sensato", disse Marcelo, considerando que a campanha da terceira dose é de interesse individual e de "saúde pública".

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