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Coronavírus

Marcelo reduz "parte da agenda" para evitar ajuntamentos em espaços fechados

Marcelo reduz "parte da agenda" para evitar ajuntamentos em espaços fechados

O presidente da República reduziu "uma parte da agenda" a nível nacional por causa do surto de Covid-19, para evitar ajuntamentos de pessoas em recintos fechados, mas apontou que irá manter as viagens previstas.

"Sim, sim, tenho feito alterações. Reduzi uma parte da agenda para não criar problemas em concentrações em recintos fechados", disse Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas.

Já quanto à "parte internacional, depende de outros Estados", observou, notando que, "até agora, [esses países] querem manter os programas que são para o final do mês e, sobretudo, em abril e maio".

"Vamos ver", acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa, que falava no final de uma iniciativa de evocação de Manuela Silva, que decorreu no Instituto Superior de Economia e Gestão, em Lisboa.

O presidente da República tem uma deslocação prevista para o final do mês a Espanha, para participar no encontro da COTEC Europa, em Málaga.

Questionado se tenciona manter a mesma postura, sempre próxima das pessoas, que costuma abraçar e beijar, o chefe de Estado realçou que agora pergunta "às pessoas como querem que cumprimente".

"E algumas dizem queremos beijinho, eu disse 'cuidado, porque não é indicação do Ministério da Saúde'. As outras são mais ou menos distantes", contou.

Marcelo Rebelo de Sousa apontou igualmente que "há outras que apertam a mão, outras que abraçam, e depois um número mais restrito que beija".

"Só quando elas dizem queremos beijar é que eu beijo", salientou.

Num comentário à postura de António Costa com a população, o presidente notou que "o senhor primeiro-ministro de facto nisso é consistente, cumprimenta de longe".

Questionado também sobre a possibilidade do fecho de fronteiras como medida para travar a propagação do novo coronavírus, o chefe de Estado referiu que pretende "esperar que tudo corra pelo melhor, quer a nível europeu, quer a nível mundial".

"E naturalmente que vamos ver se a nível europeu, como a nível mundial, já foi atingido o pico e começou a descer ou ainda não. Nós olhamos para o que se passa noutros países e sabemos como esta realidade é uma realidade que sobe até atingir um pico e depois desce. Nalguns países já está a descer, portanto vamos esperar que no caso português o pico, a não ter sido atingido, seja atingido rapidamente", considerou.

A epidemia de Covid-19, surgida no final do ano, na China, provocou já mais de 3500 mortos entre mais de 101 mil pessoas infetadas em pelo menos 94 países.

De acordo com os últimos dados da Direção-Geral da Saúde, Portugal tem 13 casos confirmados de Covid-19, a doença provocada pelo coronavírus.

Com base no número mundial de infetados, a taxa de letalidade é de 3,4%.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto de Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e aumentou o risco para "muito elevado".

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