Exclusivo

Mesas específicas para isolados traziam risco acrescido de fraude eleitoral

Mesas específicas para isolados traziam risco acrescido de fraude eleitoral

Governo justifica que cadernos eleitorais fecham 15 dias antes das eleições e impossibilitam o voto de cidadãos isolados seja descarregado em espaços diferenciados dos habituais.

O Governo não recomendou a criação de regras distintas nos locais de voto para pessoas em confinamento obrigatório, como tinha admitido o Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República e era pedido pelos médicos de Saúde Pública. Fonte do Ministério da Administração Interna (MAI) disse ao JN que não haveria forma de cruzar dados e dar baixa desse voto na mesa habitual, abrindo a porta a fraudes, como "votar duas vezes".

Os cadernos eleitorais, explicou a mesma fonte, são gerados 15 dias antes das eleições: ficaram prontos a 15 de janeiro. Caso existissem mesas específicas para os eleitores confinados, "tornaria possível que qualquer cidadão em isolamento pudesse, eventualmente, votar duas vezes", isto é, nesse local e na mesa em que habitualmente votaria se não estivesse isolado.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG