Saúde

Ministra admite 13 de maio com celebração que "respeite as regras"

Ministra admite 13 de maio com celebração que "respeite as regras"

A ministra da Saúde desvalorizou a polémica sobre as celebrações da CGTP, que concentraram cerca de 600 pessoas em Lisboa, e admitiu que, caso a Igreja queira manter as celebrações do 13 de maio em Fátima, poderá ser encontrado um modelo para as fazer.

Em entrevista à SIC, este sábado à noite, a ministra da Saúde foi confrontada com o facto de ter sido permitido que a CGTP organizasse a tradicional concentração do 1.º de maio em Lisboa, desta vez com lugares marcados, embora com pessoas vindas em autocarros trazidos de fora de Lisboa, e que não se vá realizar a tradicional peregrinação do 13 de maio a Fátima.

Marta Temido lembrou que a exceção para a celebração do Dia do Trabalhador estava prevista no decreto que prolongou o estado de emergência publicado pelo presidente da República, e que a CGTP (ao contrário da UGT) decidiu manter as comemorações, tendo para o efeito negociado os moldes do distanciamento social em articulação com as autoridades de saúde.

"Quem estabeleceu os limites foi a estrutura sindical", atirou Marta Temido, admitindo que esteve na Alameda "um número superior ao número regra". Mas ressalvou, de imediato, ser "enquadrado à assinalação de uma data".

Quanto ao facto de os portugueses terem um reforço de restrições durante o fim de semana prolongado, nomeadamente estarem impedidos de se deslocarem entre concelhos, e ter sido autorizada uma manifestação com características que poderiam ser vistas como uma exceção, a ministra afirmou: "Estamos de falar de indivíduos ou dos seus gostos e de uma entidade representativa dos cidadãos".

Marta Temido foi ainda confrontada com o facto de o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, ter comparecido na manifestação, apesar de ter 73 anos e, por isso, pertencer a um grupo de risco. O líder comunista alegou que a idade "não é um critério absoluto". E a ministra concordou. "A idade é um critério de risco por si só mas não é um critério absoluto", afirmou.

Confrontada com a situação da celebração do 13 de maio em Fátima - que a Igreja Católica decidiu que, este ano, seria comemorado sem a presença de fiéis - a ministra admitiu que poderia haver condições para fazer uma celebração. "Se essa for a opção de quem organiza as celebrações, a de organizar uma celebração do 13 de maio, onde possam estar várias pessoas, desde que sejam respeitadas as regras sanitárias, isso é uma possibilidade", disse, ressalvando que os organizadores das várias iniciativas têm de "fazer um juízo de valor sobre aquilo que vão ser os riscos".

"E pode haver entidades que entendam que aquilo que está em causa é compatível com determinadas regras", acrescentou, lembrando que tanto o estado de emergência como o estado de calamidade são uma "emergência sanitária", não "totalitária".

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