Covid-19

Ministra da Segurança Social diz que dimensão de surtos nos lares "não é demasiado grande"

Ministra da Segurança Social diz que dimensão de surtos nos lares "não é demasiado grande"

Ana Mendes Godinho afirmou que há menos incidência do novo coronavírus nos lares de idosos e que a "dimensão dos surtos não é demasiado grande em termos de proporção". A governante ainda não leu o relatório sobre o surto em Reguengos de Monsaraz.

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social falou sobre o surto da doença covid-19 nos lares portugueses, com enfoque para o surto que ocorreu num lar de Reguengos de Monsaraz, onde morreram 18 pessoas. Em entrevista ao semanário "Expresso", a ministra revela que não leu o relatório da Ordem dos Médicos sobre a instituição. "Não o li pessoalmente, mas a Ordem fez-me chegar o relatório e já pedi que o analisassem. De qualquer forma, tenho as fontes de informação institucionais próprias de todos os organismos que acompanham a matéria, nomeadamente a Segurança Social", diz.

Quando questionada se o "pior da pandemia" já passou nos lares portugueses, Ana Mendes Godinho afirma que "3% do total dos lares" e "0,5% das pessoas internadas em lares (...) estão afetadas pela doença". Uma frase que a leva à seguinte conclusão: "A dimensão dos surtos não é demasiado grande em termos de proporção".

Sobre o que correu mal, Ana Mendes Godinho não adianta comentários nem aponta responsabilidades, diz querer esperar primeiro pela conclusão do inquérito do Ministério Público. "A minha preocupação não tem sido apurar as responsabilidades dos surtos", disse. Em Reguengos de Monsaraz, a falta de recursos humanos é razão primeiramente apontada pela governante: "A grande dificuldade foi encontrar funcionários quando muitos ficaram doentes".

Segundo números avançados pela responsável, foram aprovadas até agora 5800 pessoas para instituições do setor social, sendo que o objetivo é colocar cerca de 15 mil funcionários até ao final do ano.

Além disso, Ana Mendes Godinho lembrou que foi criada em março uma taskforce para "acompanhar as institui­ções para perceber onde são precisos mecanismos adicionais de ajuda. Os reforços financeiros já ultrapassam os 200 milhões de euros".

Portugal contabiliza pelo menos 1772 mortos associados à covid-19 em 53.783 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 754 mil mortos e infetou quase 21 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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