Autópsia

Morte de criança no Santa Maria não se deveu a vacina contra a covid-19

Morte de criança no Santa Maria não se deveu a vacina contra a covid-19

A autópsia à criança de seis anos que morreu no Hospital Santa Maria, em Lisboa, revela que a causa da morte não se deveu à vacinação contra a covid-19.

O Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF) revela, em comunicado esta terça-feira, que foram "concluídos os exames complementares laboratoriais" e foi enviado o relatório da autópsia da criança de seis anos para o Ministério Público.

O menor, que testou positivo à covid-19, entrou no Hospital Santa Maria, em Lisboa, com um quadro de paragem cardiorrespiratória a 16 de janeiro deste ano. Faleceu no dia seguinte.

Tinha tomado uma dose da vacina contra o vírus. "Com o conhecimento e a anuência da Magistrada do Ministério Público titular do processo, informa-se que a morte da criança não foi devida à vacinação contra a covid-19", lê-se no comunicado INMLCF.

O mesmo organismo avança que a "informação foi já transmitida à família da criança". Por "respeito pela família e pela reserva da intimidade da vida privada", o INMLCF não vai divulgar mais informações de natureza clínica.

Exames para cruzar informações

O caso remonta a 18 de janeiro, quando o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte comunicou a situação ao Infarmed e à Direção-Geral da Saúde, por a criança já ter uma dose da vacina. Mais tarde, a Procuradoria-Geral da República mandou averiguar.

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Eugénia Cunha, diretora da Delegação Sul do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, disse a 18 de janeiro ao JN que seriam necessários exames complementares de anatomia patológica e toxicologia, que serviriam para interpretar e "cruzar as informações".

Na mesma altura, a antropóloga forense adiantou que estes inquéritos podem ser abertos "em caso de morte ignorada ou violenta" e que, neste caso, trata-se de "morte ignorada", ou seja, "as causas são desconhecidas".

Reações são raras

Já a diretora de Farmacovigilância do Infarmed, Márcia Silva, garantiu que o número de reações adversas em crianças após a vacinação é diminuto: cerca de 0,1 por cada mil inoculações. A incidência desce para 0,03 nas reações graves e para 0,07 nas reações não graves.

O caso motivou uma declaração de Graça Freitas, diretora-geral da Saúde, que apelou à serenidade e pediu para não se especular antes de se conhecer as conclusões da investigação .

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