Covid-19

Mortes continuam acima do limiar para haver libertação

Mortes continuam acima do limiar para haver libertação

As mortes por covid-19 em Portugal continuam acima do limiar definido pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC, sigla em inglês).

O país registou, a 11 de abril, 28,8 mortes a 14 dias por um milhão de habitantes, de acordo com o relatório da situação epidemiológica da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge (INSA).

O valor "revela uma tendência estável", lê-se no documento, mas significa um agravamento face à semana anterior e ainda não é suficiente para acabar com todas as restrições, incluindo o uso de máscara em espaços fechados.

Trata-se de um ligeiro agravamento face ao dia 4 de abril quando a mortalidade estava nos 28,6 óbitos por um milhão de habitantes a 14 dias. Contudo, o número de mortes diárias reduziu em sete face à semana passada.

Até não se atingir os 20 óbitos por um milhão de habitantes a 14 dias, a "linha vermelha" definida pelo ECDC, a "libertação" total no país não deverá acontecer. Os doentes internados em enfermaria subiram para 1172 (mais 62). Nas unidades de cuidados intensivos permanecem 60 pessoas - sem alteração face à semana anterior.

Longe de verão seguro
A garantia de não terminar com as restrições, enquanto a mortalidade não baixar, foi dada numa conferência de Imprensa do Governo, em fevereiro deste ano, e foi reforçada na última semana pela diretora-geral da Saúde, Graça Freitas. "Ainda estamos longe de chegar a uma atividade baixa que permita chegar a um nível seguro" e "ter um verão descontraído e seguro", disse.

A incidência de casos positivos está a reduzir na maioria das faixas etárias, em particular nos mais velhos, mais suscetíveis a desenvolver doença grave por covid-19. A 11 de abril, havia 595 infeções a sete dias por 100 mil habitantes nas pessoas com mais de 80 anos, menos 7%.

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O índice de transmissibilidade está abaixo de 1 a nível nacional (0,94), sendo a região Norte (1) e o arquipélago dos Açores (1,02) as únicas exceções. Para a DGS e o INSA, os valores indicam "uma tendência decrescente na maioria do território nacional" do contágio.

Incidência maior
A faixa etária com a incidência mais elevada da covid-19 é entre os 30 e os 39 anos, com 690 casos a sete dias por 100 mil habitantes. Ainda assim, é uma redução de 2% face à semana passada.

Variante dominante
A linhagem BA.2 da variante ómicron representa 94% dos casos de covid-19 detetados em Portugal, sendo claramente dominante no país.

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