Guia

Não há alimentos mágicos contra a Covid-19

Não há alimentos mágicos contra a Covid-19

"A principal tarefa em tempos de Covid-19 é fazer um planeamento adequado das refeições, vendo o que temos em casa e o que precisamos de comprar, de forma a ir ao supermercado o menor número de vezes possível", disse ao JN Maria João Gregório, diretora do Programa de Alimentação Saudável da DGS. A Direção-Geral da Saúde (DGS) lançou um guia com várias diretrizes sobre o planeamento, consumo e compra de alimentos.

O manual esclarece que não há alimentos "mágicos" para combater o Covid-19 mas é importante manter "uma alimentação variada e adequada", capaz de manter as pessoas saudáveis. "Sabemos que um estado nutricional e de hidratação adequados contribuem, de um modo geral, para um sistema imunitário otimizado e para uma melhor recuperação dos indivíduos em situação de doença", refere o guia.

"Como vamos ficar em casa, cada família tem que ter em conta o número de elementos que compõe o seu agregado, os hábitos alimentares e a capacidade de armazenamento de alimentos no frigorifico, no congelador e na despensa", frisou ainda Maria João Gregório. Nos produtos congelados e enlatados, é necessário verificar o prazo de validade e a diretora do Programa de Alimentação Saudável acredita que esta é uma boa altura para, em muitas famílias, introduzir e fomentar o consumo "leguminosas (mesmo que enlatadas ou congeladas) como feijão, grão ou ervilhas e mais frutas e legumes".

Água da torneira e pão congelado

A bebida deve ser "água da torneira" e o pão pode ser comprado e congelado "para ter pão sempre fresco sem ter de sair de casa". "É sempre preferível comprar produtos frescos mas não há problema em adquirir comida enlatada, em conserva, ou congelada", explicou.

Com a lista de compras na mão, Maria João Gregório, recorda que "devemos assegurar e ter em consideração algumas medidas de segurança, nomeadamente, a etiqueta respiratória (não usar as mãos ao tossir ou espirrar, usar um lenço de papel ou o antebraço), cumprir as distâncias de segurança e evitar o manuseamento excessivo de alimentos". "É isso que reforçamos no manual onde também fornecemos diversas indicações sobre o que comprar, como comprar e as quantidades por pessoa, tendo em conta os índices de consumo em Portugal", frisa.

Em tempo de quarentena, é importante manter rotinas e manter os horários das refeições. "As alterações de vida que estamos a verificar, podem levar-nos ao açambarcamento de produtos alimentares e pode ser um estímulo ao consumo alimentar excessivo e de má qualidade nutricional, principalmente excesso de sal, açúcar e gordura, num período em que estão presentes outros fatores de risco, como por exemplo o sedentarismo e o stresse emocional", salienta o documento da DGS. Contra o sedentarismo, a proposta é que se mantenha um estilo de vida saudável, nomeadamente uma alimentação saudável, hidratação adequada, atividade física e horas adequadas de sono. Para evitar sair de casa, sobretudo nos grupos de risco, "os serviços de entrega ao domicílio podem ser considerados como uma possibilidade". Ou então, concertar as necessidades familiares e, mesmo não vivendo na mesma habitação, um elemento da família vai ao supermercado e faz compras para toda a gente, deixando os sacos à porta de cada casa.

PUB

"Sobretudo, é preciso não açambarcar alimentos por várias razões. Entre elas, porque se podem estragar e porque os supermercados não vão fechar e vai ser possível continuar, de forma regrada, a fazer compras", finalizou Maria João Gregório

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG