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Não há crise que prejudique Marcelo

Não há crise que prejudique Marcelo

Presidente volta a subir na popularidade (87%), sobretudo entre os eleitores socialistas (95%), revela barómetro da Pitagórica para o JN e a TSF.

Não há crise que se entranhe no presidente da República. Pode suceder que baixe uns pontos na popularidade, que logo os recupera no baróemtro seguinte. É o que acontece desta vez, com Marcelo Rebelo de Sousa a conseguir uma taxa de aprovação de 87% (o topo continua a ser os 92% de julho do ano passado). Um bom prenúncio para uma recandidatura pré-anunciada e em que se adivinha uma reeleição sem sobressaltos, em janeiro do próximo ano.

Quando se analisam os diferentes segmentos da amostra verifica-se que, no que diz respeito a faixas etárias, o pico da popularidade chega com o final da escala, ou seja, com os portugueses de 65 ou mais anos (91%). Marcelo bate também todos os recordes no Grande Porto (96%). Ao contrário, os que lhe dão pior nota são os que vivem em Lisboa (17%).

Maiores adeptos são do PS

Acrescente-se que o presidente consegue níveis de adesão superiores a 80% entre os eleitores de todos os grupos partidários, mas que os verdadeiros campeões são os socialistas (95%), com uma vantagem de 10 pontos percentuais sobre os que votam no PSD (85%), o partido de origem de Marcelo e do qual já foi líder.

Tratando-se de um líder político com este nível de popularidade, e ainda por cima num cargo que se pretende acima dos partidos, não surpreende que bata aos pontos António Costa no "campeonato" da confiança. No entanto, há também aqui um fator que ajudará a temperar euforias: já foram 60% (em julho passado) a optar claramente por Marcelo, enquanto agora são "apenas" 38% (uma descida de 22 pontos nos últimos sete meses).

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Exigência mas nem tanto

Os portugueses continuam a pedir, de forma maioritária, que o presidente seja mais exigente com o primeiro-ministro (54%). Mas este é um valor em queda evidente: menos 9 pontos do que há um mês. Ao contrário, há agora mais pessoas (41%) que não vêm necessidade de maior exigência presidencial sobre o Governo.

Há três segmentos da amostra em que António Costa leva a melhor, ou seja, em que há mais pessoas a dizer que não é necessária maior exigência: um deles é naturalmente o grupo dos que votaram no PS (60%); outro é o que representa os eleitores do BE (51%); e finalmente os eleitores com 65 ou mais anos (51%).

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