Covid-19

Nova variante já representa 13% das infeções. Lisboa vai ter mais 58 camas

Nova variante já representa 13% das infeções. Lisboa vai ter mais 58 camas

Repetindo que o momento atualmente vivido em Portugal é de "gravidade", a ministra da Saúde anunciou a criação de 58 novas camas para doentes com covid-19 no Campus Universitário de Lisboa.

Numa altura em que o número de casos diários é "muitíssimo elevado" e em que a região de Lisboa e Vale do Tejo tem um "peso muito significativo" na "grave" situação nacional, estas 58 camas são "absolutamente essenciais", disse Marta Temido, esta quarta-feira, acrescentando que a nova estrutura vai receber os primeiros doentes ainda esta semana.

Falando sobre a colaboração do setor social, privado e militar nas respostas ao alargamento de camas, a ministra da Saúde avisou que, ainda assim, os "recursos são finitos". "Há 21 convenções na ARS Norte, 109 na ARS Lisboa e Vale do Tejo, 17 convenções ARS do Centro. O Alentejo e o Algarve têm menos possibilidades de desenvolvimento", detalhou, revelando que o Hospital das Forças Armadas prevê disponibilizar novas camas já na próxima semana.

Variante inglesa representa 13% das novas infeções

Reforçando a ideia de que o panorama atual em Portugal é "fonte de grande preocupação", Temido apelou ao esforço coletivo: este é "um momento em que todos somos chamados a colaborar, parar cadeiras de transmissão e reforçar a resposta dos serviços de saúde". Nesta altura, detalhou, a circulação da variante inglesa do vírus "está em valores acima dos 13%".

Sobre a reunião com os especialistas do Infarmed que se irá realizar ainda esta quarta-feira, numa altura em que aumenta a pressão para o encerramento das aulas presenciais do terceiro ciclo e do secundário, Marta Temido disse apenas que daí poderão sair "medidas adicionais que possam ser necessárias".

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