Covid-19

Novo coordenador da vacinação diz que "não vai ser um verão normal"

Novo coordenador da vacinação diz que "não vai ser um verão normal"

O vice-almirante Henrique Gouveia e Melo defendeu esta terça-feira que não pondera mudar os grupos prioritários do plano de vacinação e deixa recados quanto ao regresso à normalidade.

"Apesar de um grupo ser constituído por um conjunto de pessoas, a forma como elas são selecionadas tem muito a ver com a idade e risco, mas o plano não detalha essa estratificação", acrescentou em entrevista à TVI 24. "Não faria sentido mudar prioridades porque não há vacinas", disse.

Henrique Gouveia e Melo admite, no entanto, que a vacina da AstraZeneca possa ser utilizada para maiores de 65 anos em Portugal, caso a escassez se mantenha, já que "está a ser aplicada no Reino Unido e nos EUA sem restrições".

A Direção-Geral da Saúde (DGS) recomendou esta segunda-feira que esta vacina não deveria ser administrada a este grupo etário "até novos dados estarem disponíveis".

O novo coordenador da "task force" da vacinação contra a covid-19 deixou ainda um aviso quanto ao futuro próximo. "Não vai ser um verão normal. Nessa altura ainda não vai haver imunidade de grupo. No Natal sim, mas as vacinas têm de chegar a tempo", afirmou.

Quanto à capacidade máxima, o país poderá administrar entre 100 a 150 mil vacinas por dia, disse o vice-almirante. "Vamos fazê-lo, assim haja vacinas para isso", repetiu. Por esta altura, cerca de 22 mil vacinas estão ser administradas diariamente, sendo que prevê-se que o ritmo aumente para cerca de 80 mil no segundo trimestre deste ano.

O número de postos de vacinação deverá ser também alargado dos atuais 910 para 1200 postos.

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