António Costa

"Números alarmantes" justificam novo confinamento

"Números alarmantes" justificam novo confinamento

O primeiro-ministro revelou que o "grande tema de divergência" entre especialistas é a possibilidade do fecho de escolas, em particular "dos 12 anos para cima". António Costa considerou que os números da pandemia "já são alarmantes".

À saída da reunião no Infarmed, esta terça-feira, o chefe do Governo afirmou que a pandemia tem revelado uma "fortíssima dinâmica de crescimento que é necessário travar". As medidas a implementar no novo confinamento terão o "horizonte de um mês", informou.

Sobre as instituições de ensino, embora tenha insistido que "nada justifica o encerramento das escolas", admitiu que os alunos dos 12 anos para cima motivam maiores dúvidas.

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Ainda assim, o primeiro-ministro disse ter ficado com a perceção de que foi "consensual" que "a escola em si não é um foco de infeções", acrescentando que os peritos sublinharam que os estabelecimentos de ensino não são focos de contágios. O risco relacionado com as escolas está mais associado à movimentação que provocam.

Questionado sobre a possibilidade de o país atingir os 14 mil casos na próxima semana - cenário dado como muito provável pelos especialistas -, Costa considerou que os números atuais de infetados "já são alarmantes". O primeiro-ministro recordou que a campanha para as eleições presidenciais não pode ser impedida, uma vez que a lei do estado de emergência, em vigor desde 1986, "não permite qualquer intromissão" na atividade politica. Costa deixou a campanha, portanto, ao critério de cada candidatura.

O primeiro-ministro confirmou ainda que as medidas concretas para o novo confinamento serão decididas esta quarta-feira e entrarão em vigor "o mais rapidamente possível", mas "respeitando o quadro constitucional".

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