Autárquicas

Nuno Graciano diz que Lisboa tem "problemas muito graves" e precisa de "abanão"

Nuno Graciano diz que Lisboa tem "problemas muito graves" e precisa de "abanão"

O candidato do Chega à Câmara de Lisboa, Nuno Graciano, afirmou esta terça-feira que "é cedo" para falar sobre o projeto político para o concelho, mas defendeu que a cidade tem "vários problemas muito graves" e precisa de um "abanão".

"Lisboa tem vários problemas muito graves. Há um abanão que, de facto, esta cidade necessita", disse Nuno Graciano perante perto de uma centena de apoiantes e militantes do partido.

O ex-apresentador de televisão falava no Padrão dos Descobrimentos, em Belém, o local escolhido para a apresentação da candidatura à autarquia lisboeta, uma iniciativa que contou com a presença do líder do partido, André Ventura.

"A política autárquica é uma política de proximidade, é uma política onde nós podemos de facto conhecer, onde eu quero conhecer e vou conhecer a dona Joaquina, o tio Manuel, o jovem Jorge. Quero conhecer toda a gente. Vou calcorrear a cidade toda", salientou Nuno Graciano.

O cabeça de lista do Chega à autarquia lisboeta disse, em tom de brincadeira, que "o único patrocínio" que vai pedir a Ventura "é para sapatos", para poder andar por toda a cidade.

"Quero conhecer as pessoas, quero entrar na casa das pessoas", reforçou o candidato à Câmara de Lisboa, atualmente presidida por Fernando Medina (PS).

"Quanto ao projeto político para a Câmara de Lisboa, é o no que nós neste momento estamos a trabalhar, é cedo para falarmos, mas há coisas que me chocam", realçou, dando com exemplos o decréscimo do número de habitantes na cidade e o preço dos quartos para estudantes.

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Relativamente aos resultados que pretende alcançar nas eleições autárquicas, que deverão realizar-se entre 22 de setembro e 14 de outubro, Nuno Graciano disse apenas que o "objetivo é trabalhar rigorosamente todos os dias para fazer de Lisboa uma cidade melhor".

Durante o seu discurso, o agora candidato do partido populista, que já foi protagonista de diversos programas de entretenimento, referiu que no Chega encontrou democracia e defendeu que "a liberdade não é a mesma coisa que libertinagem", aludindo aos ataques de ódio que diz ter sofrido nos últimos dias.

"A libertinagem é, ao fim de quatro ou cinco dias de ser anunciado o meu nome para a Câmara de Lisboa, haver um 'hashtag' 'Graciano bom é Graciano morto'. Isto é libertinagem. Isto é um excesso de liberdade que é dado às pessoas", sustentou.

Nuno Graciano foi diversas vezes aplaudido enquanto discursava e, antes de se dirigir ao microfone, vários apoiantes gritaram: "Nuno avança com toda a confiança".

No fim da iniciativa, onde apesar do uso geral de máscara não foram respeitadas as distâncias de segurança estabelecidas devido à pandemia e onde algumas pessoas trocaram beijinhos, foi cantado o hino.

Nuno Graciano tem 52 anos e, após uma carreira de mais de 20 anos nos ecrãs portugueses, enveredou, há cerca de cinco anos, pela vida de empresário, com uma marca de queijo regional.

Até agora, foram apresentados como candidatos à presidência da Câmara de Lisboa, atualmente liderada por Fernando Medina (PS), Carlos Moedas, pela coligação liderada pelo PSD, e Nuno Graciano (Chega).

Na segunda-feira, a concelhia de Lisboa do BE aprovou a deputada Beatriz Gomes Dias como candidata do Bloco à capital, nome que ainda terá de ser sujeito a votação em assembleia concelhia.

O executivo da Câmara de Lisboa é atualmente composto por oito eleitos pelo PS (no qual se incluem os Cidadãos por Lisboa), um do BE (que tem um acordo de governação do concelho com os socialistas), quatro do CDS-PP, dois do PSD e dois do PCP.

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