Pandemia

O que precisa de saber sobre os testes rápidos para a covid-19

O que precisa de saber sobre os testes rápidos para a covid-19

O Governo aprovou, esta sexta-feira, a venda de testes rápidos antigénicos em farmácias e locais de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica e para uso próprio. Mas, afinal, como funcionam os testes rápidos antigénicos e o que os distingue dos testes PCR?

O que é um teste rápido à covid-19?

Os testes rápidos são aqueles cujos resultados são obtidos em pouco tempo, geralmente entre 10 e 30 minutos, e que não necessitam de equipamento laboratorial para serem processados. O diagnóstico é feito in vitro, de forma individual, e é semelhante a um teste de gravidez. O resultado surge numa pequena placa e caso apareçam dois traços significa que se contraiu a infeção SARS-CoV-2.

Como funcionam os testes antigénicos?

O objetivo destes testes é identificar a presença do vírus no organismo. Os testes rápidos procuram uma proteína da superfície do vírus, o antigénio viral, que causa a resposta imunitária, pelo que os testes rápidos são também conhecidos como testes de antigénio. A recolha da amostra é feita na área nasal, com recurso à zaragatoa.

O que distingue os testes PCR dos testes rápidos?

Os testes moleculares procuram o material genético do vírus, o ácido ribonucleico (ARN), e recorrem à técnica de "reação em cadeia da polimerase" ou RT-PCR, na sigla em inglês, como são frequentemente denominados. Os resultados têm de ser obrigatoriamente processados em laboratórios, o que torna esta forma de testagem mais cara e mais demorada. Enquanto os testes PCR detetam o material genético do vírus, os testes rápidos detetam as proteínas da superfície. Quanto ao método de recolha da análise, ambos os testes utilizam a zaragatoa.

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Os testes PCR são muito específicos e sensíveis, detetam com rigor níveis muito reduzidos de ARN do vírus nas amostras. Os falsos positivos são raros, e normalmente causados por erros na manipulação das amostras, e a taxa de falsos negativos é muito reduzida. Por isso, este teste é o método de diagnóstico de eleição.

Há maior probabilidade de ter um falso negativo com um teste rápido?

Os testes rápidos são menos sensíveis do que os testes PCR, particularmente quando a carga viral é mais baixa. A probabilidade de o resultado ser um falso negativo é maior, por isso nem sempre um teste rápido negativo consegue excluir, de forma 100% segura, uma infeção pelo SARS-CoV-2.

Tudo depende do contexto epidemiológico da pessoa que faz o teste. A melhor fase para detetar um antigénio viral num indivíduo infetado, utilizando um teste antigénio rápido, é aquela em que a carga viral é geralmente mais elevada, ou seja, nos primeiros cinco dias após o início de sintomas da doença. Assim sendo, os testes rápidos são mais eficazes em doentes sintomáticos.

Segundo o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), em Portugal, os testes rápidos antigénios têm de cumprir critérios mínimos de desempenho, com valores de sensibilidade superior ou igual a 90%.

Qual a grande vantagem dos testes rápidos?

A grande vantagem dos testes antigénios é possibilitarem uma testagem em massa num curto espaço de tempo. Na presença de um surto, este tipo de teste facilita a identificação de infetados e permite tomar medidas de contenção rapidamente. Além disso, a tecnologia utilizada nos testes rápidos torna-os mais económicos que os outros testes do mercado.

Onde se podem fazer estes testes e quanto custam?

Os testes podem ser feitos nos postos da Cruz Vermelha, com o custo de 20 euros, ou então em laboratórios privados, com os preços a rondar os 25 euros. A partir de sábado e durante seis meses, os testes também vão poder ser adquiridos em farmácias e locais de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica, mas ainda não há informações relativamente ao preço.

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