Concurso

Oito investigadores portugueses com bolsas de 15 milhões de euros

Oito investigadores portugueses com bolsas de 15 milhões de euros

Oito investigadores portugueses estão entre os 313 premiados no último concurso do Conselho Europeu de Investigação (ERC, na sigla em inglês). Estas bolsas de consolidação (Consolidator Grants, na língua inglesa) garantem um apoio superior a 15 milhões de euros à investigação nacional.

O pódio desta lista é liderado por Seth Holmes, do Instituto de Ciências Sociais (ICS) (recebeu mais de 2 milhões e 17 mil euros), seguido de André Tavares, da Universidade do Porto (mais de 2 milhões), e Ana Cristina Santos, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (mais de 1 milhão e 900 mil euros).

Os restantes cinco premiados são João Cascalheira, da Universidade do Algarve; Frederico Fiuza, do Instituto Superior Técnico; Inês Fragata Almeida, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa; Alex Armand, da Universidade Nova de Lisboa, e Walden Kwong, do Instituto Gulbenkian da Ciência, de acordo com uma nota divulgada esta quinta-feira pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.

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Os projetos premiados englobam as áreas das Ciências Sociais e Humanidades e das Ciências Exatas e Engenharia.

A nota do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior realça que a "participação nacional no ERC e em todos os programas Europeus de gestão centralizada" permite que investigadores portugueses "possam explorar e testar ideias e estabelecer parcerias visando aplicações dos resultados dos projetos de investigação".

Dois dos vencedores, Ana Cristina Santos, da Universidade de Coimbra, e João Cascalheira, da Universidade do Algarve, ganham este prémio pela segunda vez. Portugal captou, até hoje, cerca de 24 milhões de euros em bolsas atribuídas pela ERC, criada pela Comissão Europeia em 2007.

O "euromilhões" da investigação científica

Maria Leptin, presidente do Conselho Europeu de Investigação, descreve a grande importância destas bolsas para a investigação e prestígio dos investigadores. "Mesmo em tempos de crise", afirma Lepin, citada pela Universidade do Algarve, "é nosso dever manter a ciência no caminho certo e dar liberdade às mentes mais brilhantes para explorar as suas ideias."

Para concorrer a esta distinção, que abrange vários projetos competitivos, os investigadores devem estar em fase de consolidação da equipa, com 7 a 12 anos de experiência desde a conclusão do doutoramento, que sejam detentores de um currículo científico promissor e apresentem uma excelente proposta de investigação.

O concurso deste ano contou com a submissão de mais de 2 mil propostas a nível europeu.

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