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Os doentes não Covid-19?

Nestes últimos tempos, focamo-nos, e bem, na pandemia Covid-19. A estratégia aplicada permitiu dar resposta aos doentes com Covid-19 que precisaram de cuidados diferenciados e conseguimos evitar o pânico a que assistimos em países vizinhos.

Um país que via, ano após ano, os serviços de Urgência a abarrotar de doentes nos corredores, e ouvia relatos de ambulâncias à porta dos serviços de Urgência à espera das macas conseguiu reorganizar os Serviços de Saúde de forma a dar a resposta necessária.

Definiram-se prioridades, alteraram-se procedimentos, favoreceu-se o contacto à distância para os doentes crónicos. Apesar das restrições, os serviços mantiveram-se abertos para atender os doentes não Covid-19. Os serviços implementaram teleconsultas para as situações em que a presença física não era necessária, implementaram circuitos diferentes para doentes Covid e não Covid, garantindo a segurança dos profissionais e dos doentes diminuindo o risco de contágio.

Recebi vários telefonemas de doentes oncológicos que tinham medo de ir ao hospital fazer o seu tratamento (e a quem expliquei que deviam manter os tratamentos, porque sem eles a doença iria progredir), doentes com doença pulmonar obstrutiva crónica agudizada que estavam a tentar aguentar-se em casa, com medo de ir ao serviço de Urgência e ficarem infetados (e a quem expliquei que os serviços tinham circuitos diferentes que permitiam o seu acesso em segurança), mães assustadas com medo de levar as suas crianças ao centro de saúde para serem vacinadas (a quem expliquei que a não vacinação era bem pior, correndo o risco de terem doenças evitáveis).

Não devemos cair outra vez na sobreocupação dos serviços de saúde por pessoas que não precisam de lá estar - percebemos que a linha SNS24, o contacto direto com o centro de saúde, o contacto telefónico com o médico de família ou hospitalar resolvem grande parte dos problemas.

Estamos numa fase de grande cautela, a pandemia não está resolvida, mas os serviços de saúde continuam a dar resposta, de forma segura, às situações urgentes. Não se deixe ficar até à última, porque essa espera pode ter consequências graves. Os serviços de saúde continuam a funcionar para o ajudar quando mais precisa, quando a sua saúde está em risco. Em caso de dúvida, contacte o seu médico ou a linha SNS24 e, em situações urgentes, ligue 112.

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