Cuidados com a pele

Os efeitos da lavagem constante das mãos e como combatê-los

Os efeitos da lavagem constante das mãos e como combatê-los

A regra de ouro do combate à Covid-19 é a lavagem frequente e demorada das mãos ou a utilização de soluções de base alcoólica. Uma prática indispensável que pode provocar lesões na pele fáceis de travar. O dermatologista Jorge Rozeira aconselha a utilização de um bom creme hidratante, o mais simples possível e acessível nos supermercados.

A lavagem constante das mãos é uma das recomendações mais sublinhadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS) para conter a contaminação pelo novo coronavírus. A pele pode sofrer, mas o cumprimento deste hábito é "indiscutível". "Independentemente de alguma causa desagradável que possa provocar nas nossas mãos, não podemos prescindir da lavagem e da utilização de soluções alcoólicas", garante Jorge Rozeira. "Têm um efeito fundamental que é evitar os microorganismos que se colonizam habitualmente na nossa pele. Neste caso, o vírus é extremamente sensível a soluções alcoólicas e à lavagem adequada", explica o dermatologista ao JN.

A fórmula é eficaz no combate, mas deixa marcas na pele. As mãos podem ficar avermelhadas, enrugadas e irritadas. A explicação é simples: a lavagem frequente das mãos perturba o filme hidrolipídico que protege a pele. "Temos três camadas: pele, água e gordura. Se removermos a gordura porque lavamos frequentemente ou porque usamos álcool, a água que deveria ficar retida por cima da pele perde-se para a atmosfera. A pele fica seca", explica Jorge Rozeira. Podem formar-se eczemas ou hemorragias de contacto.

O dermatologista esclarece que para travar as consequências, o mais indicado é comprar um bom creme hidratante no supermercado, "com o mínimo de corantes, conservantes e substâncias associadas ou aditivos especiais". O objetivo é estabelecer uma "barreira que impeça a perda de água através da pele". Para isso, basta um creme o mais simples possível, espesso e hidratante.

Por muito que as soluções de base alcoólica sejam mais práticas, a lavagem das mãos com sabão continua a ser a prática priveligiada. Jorge Rozeira aconselha a procurar sabões e sabonetes menos agressivos para evitar danos maiores.

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