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Pais pagam taxas até 5% nas refeições escolares dos filhos

Pais pagam taxas até 5% nas refeições escolares dos filhos

Sempre que o saldo do cartão do aluno é reforçado por multibanco ou MBWay, são cobrados entre 37 e 75 cêntimos no mínimo. Com a pandemia, os pagamentos digitais estão a aumentar.

Cada vez que um pai carrega por via digital o cartão do aluno que o filho usa nas escolas públicas para comprar as refeições ou material escolar, é-lhe aplicada uma taxa que pode ir de 3,5% até 5%. Por cada carregamento, as empresas detentoras dos sistemas integrados de gestão escolar cobram, no mínimo, entre 37 e 75 cêntimos. Essa cobrança está a ser contestada por muitos pais, no momento em que o uso de meios de pagamento digital é incentivado para evitar o risco de contágio da covid-19 na troca de dinheiro.

Este sistema não é novo e tem sido introduzido nas escolas nos últimos anos. A Microio, detentora do sistema de gestão escolar usado em 50% das escolas do continente, disponibiliza a Unicard Wallet, com taxas que vão de 3,5% a 5% por carregamento. A Microabreu criou o Maway, com uma taxa de 4% que, no mínimo, se traduz em 60 cêntimos por carregamento [ler ao lado]. Ao JN, as empresas explicam que o grosso do valor cobrado vai para a SIBS pela utilização do seu sistema (gateway). O restante cobre os custos de operação dos pagamentos e de fazer chegar o dinheiro às escolas.

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