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Pedro Adão e Silva será comissário executivo dos 50 anos do 25 de Abril

Pedro Adão e Silva será comissário executivo dos 50 anos do 25 de Abril

O Governo escolheu o professor universitário Pedro Adão e Silva para comissário executivo da estrutura de missão que promoverá e organizará as comemorações dos 50 anos do 25 de abril. As festividades começam em 2022 e prolongam-se até 2026.

O Conselho de Ministros aprovou a resolução que cria a estrutura de missão que será composta por um Conselho Geral, nomeado pelo primeiro-ministro, "com a presença de individualidades de reconhecido mérito e ativismo em dimensões fulcrais na construção da democracia". Haverá ainda uma Comissão Executiva "que será responsável pela elaboração do programa oficial das comemorações, bem como pela sua concretização", pode ler-se no comunicado resultante do Conselho de Ministros que decorreu esta quinta-feira.

Além da estrutura de missão nomeada por António Costa, vai funcionar, junto da Presidência da República, uma Comissão Nacional nomeada pelo chefe de Estado "à qual caberá aprovar o programa oficial das comemorações e os relatórios de atividades", lê-se no comunicado.

Recorde-se que Marcelo Rebelo de Sousa convidou António Ramalho Eanes, ex-Presidente da República, para presidir às comemorações dos 50 anos do 25 de Abril. O ex-presidente foi enaltecido por Marcelo Rebelo de Sousa na última sessão solene comemorativa do 25 de Abril na Assembleia da República, pelo seu papel na garantia da liberdade e do regime democrático pós-revolução.

Na altura, António Ramalho Eanes disse que não aceitou prontamente a solicitação dada a sua idade. "Não porque não me seduza o convite, mas porque tenho 86 anos. Na altura da comemoração terei, se cá estiver, 88. Não era prudente nem realista. Devo olhar para a minha finitude, admitir e sentir que está próxima", explicou à TSF.

Vítória da Democracia

De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, é realçado "o propósito destas comemorações: perpetuar, regenerar e alargar o vínculo com o regime democrático, celebrando o arco democrático que se iniciou no 25 de abril de 1974 e que se desenvolveu ao longo de 1976 com a aprovação da Constituição, as primeiras eleições legislativas presidenciais e regionais e que culminou com as autárquicas no final desse mesmo ano".

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O Executivo entendeu que as comemorações devem iniciar-se em 2022 pois nesse mesmo ano, no dia 24 de março, "será celebrada a vitória do tempo da democracia face ao tempo da ditadura", afirmou o primeiro-ministro quando anunciou o formato das comemorações. Significa que em 2022 Portugal terá vivido mais anos em liberdade do que os 48 de ditadura.

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