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Pedro Nuno Santos avança com queixa-crime contra dono da Groundforce

Pedro Nuno Santos avança com queixa-crime contra dono da Groundforce

Em causa uma gravação de conversa privada que terá sido divulgada por Alfredo Casimiro.

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, avançou com uma queixa-crime contra o acionista privado da Groundforce, Alfredo Casimiro, devido à divulgação de uma conversa privada entre ambos sobre a TAP.

A notícia foi avançada pelo Jornal de Negócios e o Eco, e confirmada ao Observador, que cita fonte oficial do governo. A gravação terá dois minutos e meio de conversa gravada numa reunião sobre a situação na Groundforce.

A conversa em questão, em que Alfredo Casimiro pergunta ao ministro sobre se Humberto Pedrosa, acionista privado da TAP, está a injetar dinheiro na companhia aérea em igual proporção face ao Estado, terá sido feita sem o conhecimento do ministro e depois tornada pública.

"O ministro das Infraestruturas e Habitação avançou com participação criminal junto do Ministério Público contra Alfredo Casimiro", revelou fonte oficial do ministério ao ECO.

Na conversa divulgada, Pedro Nuno Santos dirá que não houve lugar a essa injeção de dinheiro e dirá que o governo se encontra ainda a negociar com Bruxelas mas que a reestruturação da TAP deverá obrigar a que parte, se não a totalidade, do valor seja convertido em capital. O ministro admite que a participação do Humberto Pedrosa "vai evaporar, vai-se transformar em pó", escreve o ECO.

"Não sei se chega a 1%, vamos ver. Eles não vão acompanhar e vai-se diluir até uma participação residual", acrescentará o ministro na conversa, de acordo com o Negócios.

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Na gravação citada pelo jornal, o acionista privado da empresa de handling da TAP lamenta ainda "o atraso de oito meses desde a primeira conversa no âmbito de pedido de empréstimo" ao Estado. O Negócios adianta que a instrução formal desse pedido de auxílio de 30 milhões de euros só ficou completa em fevereiro.

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