Covid-19

Pessoas sem 3.ª dose vão ser chamadas a partir de segunda-feira

Pessoas sem 3.ª dose vão ser chamadas a partir de segunda-feira

Quem esteve infetado entre dezembro e janeiro e não recebeu, ainda, a terceira dose da vacina contra a covid-19, vai começar a ser notificado a partir de segunda-feira, no mesmo dia em que avança a vacinação da quarta dose aos idosos com 80 ou mais anos. A garantia foi dada, esta sexta-feira, pela ministra da Saúde, Marta Temido, à margem da apresentação do livro "Covid-19 em Portugal-A estratégia", na reitoria da Universidade do Minho, em Braga.

Segundo a governante, em causa estão cerca de "um milhão de pessoas" que foram infetadas entre o final do último ano e o início de janeiro e estão, agora, "a completar o intervalo" que lhes permite serem chamadas para a terceira dose de reforço. "Em breve, um núcleo coordenador de vacinação dará mais informação sobre esse tema", reforçou aos jornalistas.

Sobre a população idosa, Marta Temido adiantou que os utentes dos lares, "entre 100 a 120 mil", serão "os primeiros" a serem vacinados com a quarta dose, a partir de segunda-feira. Os centros de vacinação e de cuidados de saúde primários receberão as pessoas com autonomia.

A ministra da Saúde sublinhou que a antecipação da vacinação às pessoas com 80 ou mais anos resultou de uma nota emitida pela Comissão Técnica de Vacinação, que alertou para o "agravamento da situação epidemiológica". Ainda assim, Marta Temida admitiu que a pressão com a nova linhagem da OMICRON não deverá implicar um recuo nas medidas sanitárias.

"De acordo com o que sabemos de outros países, onde esta sub-linhagem está com um crescimento mais forte, nomeadamente África do Sul, existe mais pressão nos serviços de saúde, mas a doença grave e os óbitos manter-se-ão controlados, portanto, temos a expectativa de passar esta fase sem agravamento de medidas, apenas com a responsabilidade pessoal", admitiu a ministra.

Sobre esta fase da "responsabilização individual", o primeiro-ministro, António Costa, aproveitou a sessão para pedir "a serenidade devida" na discussão sobre a lei em emergência sanitária, sublinhando que o tema "é apaixonante" para qualquer jurista.

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