Educação

Plano de Leitura deve apostar nos mais velhos e no Superior

Plano de Leitura deve apostar nos mais velhos e no Superior

Chegar a adultos através da construção de uma rede de centros "Ler+ Qualifica"ou envolver as bibliotecas universitárias em atividades são propostas para o Plano Nacional de Leitura atingir outros públicos que já não frequentam escolas básicas ou secundárias.

A avaliação ao PNL2017-2027, feita por uma equipa da Universidade Nova de Lisboa, é divulgada hoje e uma das recomendações é a definição de metas de financiamento e um orçamento que contemple verbas de vários ministérios para que o plano consiga cumprir o objetivo de alargamento a outros públicos extraescolares.

A aposta na digitalização dos livros é outra recomendação da equipa da Universidade Nova de Lisboa. Os roteiros digitais de leitura são um dos projetos do plano até 2027, que contempla 93 iniciativas de programas a concursos e uma política pública: Planos Locais de Leitura que envolvem as autarquias para se melhorar os níveis de literacia das populações.

Só 4,3% de Poesia

De acordo com o questionário feito às escolas, pela equipa coordenada por João Lisboa, a esmagadora maioria das ações realizadas no âmbito do plano - como leitura orientada em sala de aula, recitais, concursos ou clubes de jornalismo - são promovidas nas atividades curriculares, tendo os diretores apontado como principais dificuldades na operacionalização das iniciativas a "falta de tempo" e a "escassez de recursos".
O questionário feito aos alunos revelou que apenas 54% conhecem o PNL e que 27% conhecem mas "não sabem do que se trata". Entre as obras propostas apenas 2,8% dos títulos são sobre Arte e 4,3% Poesia.

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