Pandemia

Plano de saúde mental em contexto de catástrofe ativado em todo o país

Plano de saúde mental em contexto de catástrofe ativado em todo o país

O secretário de Estado da Saúde, António Sales, anunciou que vai ser ativado um plano nacional de saúde mental em contexto de catástrofe em todas as regiões. Portugal registou mais 17 mortes e 3500 casos confirmados por Covid-19 nas últimas 24 horas.

António Sales garantiu que está a ser prestado apoio psicológico aos profissionais de saúde e que o mesmo passará a acontecer com a população em geral. O secretário de estado da Saúde informou esta quinta-feira em conferência de imprensa que estão ativados planos de saúde mental para resposta em tempo de catástrofe. Acompanhado de Graça Freitas, diretora-geral da Saúde e de Fernando Almeida, presidente do Conselho Diretivo do Instituto Nacional Ricardo Jorge, António Sales confirmou ainda os números das últimas 24 horas da pandemia em Portugal: 60 vítimas mortais e 3554 infetados.

António Sales anunciou que reuniu com as administrações regionais de saúde, onde se incluem hospitais e centros de saúde, e revelou todos estão operacionais para receber doentes com Covid-19. "Haverá circuitos de Covid e não-Covid", disse, numa altura em que já se verifica transmissão comunitária no país.

O secretário de Estado avisou que deverá haver "uma utilização criteriosa dos serviços" e que o SNS24 continua a ser a porta preferencial para atender suspeitas de casos do novo coronavírus. Já a diretora-geral da Saúde referiu que a partir da meia-noite desta quinta-feira, todos os hospitais (públicos e privados) estão preparados para receber doentes do novo coronavírus, o que não acontecia antes na fase de contenção da pandemia.

Quanto ao número de testes, António Sales confirmou que Portugal tem 80 mil em stock e que deverão chegar mais na segunda-feira. Por sua vez, Graça Freitas afirmou que com a evolução da doença em Portugal vai ser possível (brevemente) realizar despistes ao Covid-19 em casa, por exemplo, às pessoas acamadas ou com pouca mobilidade.

O uso de medicamentos para a malária ou o ébola está a ser usado pelo Serviço Nacional de Saúde, no entanto a diretora-geral da Saúde lembra que os casos ainda são reduzidos para que se possa confirmar a sua fiabilidade no combate à doença.

No que toca ao papel das autarquias, que têm apontado várias disparidades aos números da DGS, a diretora-geral da Saúde confirmou que as autoridades de saúde locais têm de avaliar o risco da doença para as populações e comunicar à autoridade nacional de saúde e propôr medidas, que a DGS tratará de aprovar ou não.

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