Sondagem

Porto está bem (66%) e até melhor (62%) do que há cinco anos

Porto está bem (66%) e até melhor (62%) do que há cinco anos

Satisfação cai dez pontos quando os portuenses respondem sobre a situação no seu "bairro", de acordo com sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF.

Exatamente dois terços dos portuenses (66%) acham que o concelho do Porto está "bem". Quase a mesma percentagem (62%) até considera que está "melhor" do que há cinco anos. Mas a satisfação reduz-se quando se pergunta sobre a situação do "bairro": já são apenas 52% os que dizem que a situação está "melhor". Boas notícias para Rui Moreira, nem por isso para quem o quer substituir à frente da presidência da Câmara do Porto.

O inquérito da Aximage para o JN, o DN e a TSF, incluiu perguntas em que as personagens e as suas políticas ficaram "de fora". Mas não houve alterações substanciais na avaliação dos eleitores portuenses. A percentagem de avaliações positivas à gestão de Rui Moreira (64%) é praticamente igual, quer aos que revelam satisfação com a atual situação da cidade (66%), quer aos do que defendem que a situação melhorou (62%).

O facto mais notável talvez seja o facto de entre os eleitores do PSD e do PS a satisfação também ser maioritária. E é assim, quer quando se tem em conta a forma como os portuenses votaram em 2017, quer quando se avalia como anunciam que votarão em 2021. Mais de metade dos socialistas e sociais-democratas que prometem resistir ao apelo de Rui Moreira acham que a cidade está bem. E cerca de metade não tem dúvidas em afirmar que a cidade até está melhor.

LORDELO E MASSARELOS

Se tivermos em conta outro tipo de segmentos, são os habitantes de Lordelo e Massarelos os mais satisfeitos (pelo menos três quartos dos eleitores). Ao contrário, os mais descontentes são sempre os que vivem em Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde (21% acham que a a situação é má; 26% que está pior do que há cinco anos).

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Relativamente à situação atual do concelho, a satisfação é tanto maior quanto mais novos são os eleitores: 45% entre os que têm 65 ou mais anos; 86% entre os que têm 18 a 34 anos. Relativamente à comparação com a situação de há cinco anos, destacam-se as mulheres: 76% das portuenses dizem que a situação melhorou.

SOCIALISTAS INSATISFEITOS

Quando se desce a um nível mais próximo da zona onde vivem as pessoas, no entanto, o nível de satisfação não é o mesmo. A satisfação cai dez pontos percentuais para 52%, mesmo que algumas tendências se mantenham: os habitantes de Lordelo e Massarelos e os mais jovens mais satisfeitos; e os que vivem na união de freguesias ocidental mais insatisfeitos.

É também nesta matéria que se encontra um raríssimo exemplo de um segmento em que há mais gente insatisfeita (37%) do que satisfeita (36%): os eleitores que pretendem votar no candidato socialista nestas eleições.

As obras públicas (21%) são o aspeto positivo mais citado, de forma espontânea (não houve qualquer indicação para uma resposta), pela generalidade dos portuenses, relativamente à gestão camarária. Foi assim em quase todos os segmentos (género, idades, classes sociais e preferência eleitoral). A única exceção são os residentes em Lordelo e Massarelos: para estes, o aspeto mais positivo dos últimos quatro ano da gestão de Rui Moreira foi a boa gestão/transparência (15%).

O trânsito/estacionamento (10%) foi o aspeto mais negativo da gestão de Rui Moreira nos últimos quatro anos. Mas aqui a divisão é maior (a resposta também foi espontânea): foi a mais escolhida nas freguesias ocidentais e do Centro Histórico; entre os homens; entre os que têm 35 e 64 anos; e pelos que estão no topo da escala social. A falta de resposta na habitação acessível/social foi a crítica mais ouvida no Bonfim, Campanhã, Paranhos e Ramalde; entre as mulheres; nos mais jovens; e nos três escalões sociais mais baixos. O facto de não haver nada a apontar ("nenhum aspeto negativo") foi a resposta mais comum entre os portuenses mais velhos e os que vivem em Lordelo e Massarelos.

A ação social e o apoio à pobreza são a maior prioridade para o próximo mandato. Foi o que disseram 19% dos inquiridos, numa pergunta de resposta espontânea (sem lista para escolher), com destaque para quem vive no Bonfim (26%) e para os portuenses que têm entre 50 e 64 anos (24%) ou que têm 65 ou mais anos (20%).

O emprego foi a segunda prioridade mais citada pela generalidade dos inquiridos (17%), sendo a mais importante para quem vive em Lordelo e Massarelos (24%) e em Ramalde (20%); bem como para os que têm 18 a 34 anos (25%) ou 35 a 49 anos (20%).

A habitação acessível (11%) foi a terceira prioridade mais apontada pelos portuenses, com destaque para os que pensam votar no PS nestas eleições autárquicas (21%). Destaca-se também a preocupação dos habitantes da união de freguesias do Centro Histórico nesta matéria (15%).

A segurança só mobiliza 7% dos portuenses, mas em Lordelo e Massarelos a preocupação com a execução de políticas nesta matéria duplica (14%). O mesmo se passa com a saúde, que só foi referida por 6% dos inquiridos, mas é uma prioridade importante para quem vive em Campanhã (12%).

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