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Primeiros socorros para conflitos familiares em confinamento

Primeiros socorros para conflitos familiares em confinamento

Vivemos uma fase difícil, propícia a maiores conflitos familiares pelas exigências do confinamento. O que fazer?

1.Começar por nós próprios. Fiz isto porque tu fizeste aquilo, perpetua ciclos de comunicação desgastantes e ineficazes. Sair desse ciclo, observar com distância e encontrar a nossa parte no conflito: o que devo e posso mudar?

2. Parar. O conflito é crescente, afastamo-nos do objetivo. Respirar, refletir, acalmar e regressar;

3. Sempre, nunca, tudo ou nada são irrealistas. Especifique e não generalize;

4. Adjetivar o comportamento específico e não a pessoa: é o comportamento que é mau e não a pessoa.

5. Evitar os opostos (os OUs), optar pelos Es. Duas coisas podem ser verdade simultaneamente: ficou triste e o seu filho fê-lo sem intenção. O cérebro tende a polarizar. Encontrar espaço para várias verdades em simultâneo e aceitá-las, aumenta a disponibilidade.

6. Encontrar o caminho do meio: o que possa ser um equilíbrio para as várias partes envolvidas. Mostre o que precisa e em simultâneo, disponibilize-se para ceder, numa dança de ajustes e negociação. Muito eficaz com adolescentes.

7. Com os miúdos usar o olho clínico: o que me está a dizer com o mau comportamento? O que precisa?

8. Pedir desculpa.

9. Não lavar roupa suja (já basta tudo o que lavamos nesta fase). Confiar que daí para a frente todos irão melhorar.

10. Trabalhar sempre preventivamente: referir diariamente o que se gosta nos familiares e ser curioso pelos mesmos.

Pela saúde mental, tirem peças

Com um dominó, peça aos miúdos para fazerem uma fila com todas as peças a uma distância que permita, empurrando a primeira, todas as outras caiam sequencialmente. Empurrem a primeira. É como numa discussão: cai tudo num efeito dominó. Montem novamente a fila de peças e identifique que ação mudaria na discussão e retire essa peça. Convide cada elemento a dizer o que mudaria na discussão e tirem peças por cada atitude alterada. No final, voltem a empurrar a primeira peça. As peças não irão cair em sequência. Uma metáfora para a gestão de conflitos: que peça posso eu tirar?

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*Psicóloga clínica

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