Covid-19

Privados asseguram acesso à saúde aos doentes

Privados asseguram acesso à saúde aos doentes

Protocolo entre o Conselho Estratégico Nacional da Saúde (CENS) da CIP e 70 associações de doentes contém 13 medidas concretas para resposta imediata às necessidades dos pacientes.

Hospitais, seguradoras, farmácias e farmacêuticas vão implementar um plano imediato contendo 13 medidas para assegurar o acesso a cuidados de saúde aos doentes. Num momento em que a pandemia compromete a resposta do Serviço Nacional de Saúde, o protocolo assinado hoje entre o Conselho Estratégico Nacional da Saúde (CENS) da CIP e 70 associações de doentes pretende "dar resposta às necessidades dos doentes não covid".

"Há sempre trabalho a fazer, mas estas são as medidas que os privados podem implementar num curto espaço de tempo e fazer a diferença", explicou Óscar Gaspar, vice-presidente do CENS. "Algumas passam, por exemplo, pela comunicação facilitada, porque os doentes queixam-se de não conseguir ligar para o serviço, então vamos dar o número direto do serviço ou assegurar que o serviço liga ao doente", exemplificou.

As mais de 100 mil cirurgias que engrossaram listas de espera, este ano, devido à pandemia, também podem beneficiar da determinação dos privados, que vão enviar ao Governo uma proposta para a recuperação.

"Em março/abril, houve um período em que os hospitais privados não puderam fazer cirurgias, decorrente de uma orientação da Direção Geral de Saúde, mas neste momento estão aptos a dar resposta nesse campo, até porque, como sabemos, tudo o que não é urgente foi cancelado no SNS", completou.

As farmácias e distribuidores vão, entre outros serviços, assegurar a disponibilidade de medicamentos e estudar a melhor forma de entregar medicamentos em casa. As seguradoras que ainda não cobriam os testes covid-19 vão passar a fazê-lo e simplificar autorizações de tratamento.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG