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Privados querem que exames pesem menos no acesso ao Superior

Privados querem que exames pesem menos no acesso ao Superior

A Associação de Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo (Aeep) considera que seria "ótimo" que os alunos do ensino secundário só tenham de fazer os exames que funcionem como provas de acesso ao ensino superior, como foi feito nos últimos dois anos. Rodrigo Queiroz e Melo, diretor executivo da Aeep, também pretende propor ao Governo que "o peso dos exames na média de candidatura ao superior seja menor".

Numa entrevista publicada no jornal "Público" este domingo, Rodrigo Queiroz e Melo afirma que o próximo passo para o ensino é a separação da conclusão do ensino secundário do acesso ao ensino superior. "Consideramos ótimo que os alunos só tenham de fazer os exames que funcionem também como provas de acesso, como aconteceu nos últimos dois anos", afirmou.

Contudo, a Aeep defende que o peso dos exames na média de entrada no ensino superior seja menor do que os 50% atuais. "O que poderia pôr fim à luta pela décima em que os alunos se veem envolvidos", afirma Rodrigo Queiroz e Melo. "Ainda estamos a afinar os cálculos, mas há uma percentagem [peso do exame] a partir do qual ter um 15 ou 16 é completamente indiferente."

Estas declarações acontecem uma semana depois da entrevista do novo ministro da Educação João Costa, ao Expresso Quando questionado sobre se iriam manter os exames, no secundário como a única condição de entrada no superior, João Costa respondeu que o Ministério está "a ponderar se este modelo que existiu na pandemia é para continuar ou não".

Rodrigo Queiroz e Melo também defende que o modelo que deve vigorar, no âmbito do diploma da autonomia e flexibilidade curricular, passa pela construção de percursos formativos próprios. "Para completar o secundário tem de se fazer o tronco comum e depois ter uma disciplina trienal, duas bianuais e três anuais. E para a administração educativa deveria ser indiferente que disciplinas em concreto são escolhidas pelo estudante, ou em que anos as faz, desde que as conclua", defendeu.

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