Lisboa

Professor que sugeriu canal de denúncias na FDUL acusado de difamação pela instituição

Professor que sugeriu canal de denúncias na FDUL acusado de difamação pela instituição

O professor que sugeriu a criação de um canal para denúncias de assédio na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL) está acusado de difamação pela instituição, divulgou o próprio no Twitter. Em causa está uma reunião do Conselho Pedagógico da FDUL, em que o docente Miguel de Lemos terá acusado um dos participantes, seu colega, de exercer pressões para abafar os casos de assédio. A Faculdade pôs-lhe um processo.

Miguel de Lemos, docente na FDUL, esteve em destaque na defesa da criação de uma comissão independente com professores e alunos para investigar casos de assédio na FDUL. Recorde-se que nos primeiros 11 dias de funcionamento, o canal recebeu 50 queixas.

Da mesma reunião em que apresentou as medidas para combater os casos de assédio, avança a revista Visão, terá resultado, primeiro, um processo disciplinar a Miguel de Lemos instaurado em abril, e, agora, uma acusação por difamação.

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"No decurso da mencionada reunião [do Conselho Pedagógico], o trabalhador dirigiu-se aos membros presentes afirmando que existiam pressões concretas realizadas perante a Direção da Associação Académica da FDUL para encobrir casos de assédio e acusou o participante de tais pressões. Perante tal afirmação, o participante considerou que a sua honra e dignidade foram ofendidas e que o relatado configura violação dos deveres de correção entre colegas", lê-se no despacho da acusação divulgado pela revista.

A notificação de despacho de acusação foi divulgada pelo próprio através do seu Twitter, onde Miguel de Lemos garante que se irá defender "em todas as instâncias" à sua disposição. "Constranger quem denuncia assédio é #assédio", afiançou o docente no mesmo tweet.

A notificação da acusação de difamação data desta segunda-feira, 11 de julho, cerca de 3 meses depois da reunião do Conselho Pedagógico em que o docente terá acusado um seu colega Miguel Teixeira de Sousa, de fazer pressão para abafar denúncias de assédio, e é assinada pelo Secretariado da Reitoria da Universidade de Lisboa.

Recorde-se que houve manifestações à porta da FDUL relatando vários casos de assédio.

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