Manifestação

Protesto contra "assalto" nos preços dos combustíveis invadiu Aliados

Protesto contra "assalto" nos preços dos combustíveis invadiu Aliados

"Não há gota para esta palhaçada". Foi sob este lema que a Avenida dos Aliados, no Porto, foi este domingo à tarde inundada por manifestantes, à volta de 150 pessoas e muitas sobre rodas, que protestaram contra os "preços abusivos" dos combustíveis.

Num protesto bastante ruidoso, com as motas a abrir caminho pelas ruas que circundam a Câmara do Porto, vários manifestantes ergueram cartazes contra os atuais preços dos combustíveis no país, defendendo uma descida drástica, desde logo na "absurda" carga fiscal. Simultaneamente, o mesmo protesto decorreu em Lisboa e em Faro.

Por entre as buzinadelas e motores a acelerar, das motas do desfile e também dos automobilistas solidários, Pedro Jesus, do movimento Cumprir Portugal e residente na Maia, defendeu desde logo o cumprimento, por parte de António Costa, de "promessas de 2016 de que o Imposto Sobre Veículos seria variável e não está a acontecer".

Em causa diz está o aumento dos custos da logística de importação e exportação que penalizam a produção nacional e, consequentemente, os portugueses em geral, por exemplo com aumento do transporte e dos custos de mobilidade.

"Diga não ao combustível alto, diga não ao assalto", lia-se noutro cartaz, de Jordan Silva, de Santa Maria da Feira.

Os organizadores destes protestos em três pontos do país argumentaram já que, "num ano especialmente difícil para as famílias portuguesas, os preços dispararam para o valor mais elevado dos últimos 10 anos". Notam que Portugal está "no top 5 dos países com os combustíveis mais caros, sendo que 60% do valor que pagamos por cada litro deve-se à absurda carga fiscal portuguesa".

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