OE2023

PS aprova sozinho proposta para atualizar pensões em 2023

PS aprova sozinho proposta para atualizar pensões em 2023

O PS aprovou sozinho, esta quinta-feira, uma proposta de aditamento ao Orçamento do Estado para 2023, que visa a atualização das pensões em função da inflação. A medida mereceu a crítica de todas as bancadas, que acusaram os socialistas de estarem a "camuflar" o facto de terem "rasgado" com a fórmula de cálculo.

A intervenção do deputado socialista Sérgio Monte para apresentar a proposta de aditamento ao Orçamento do Estado, que visa a atualização das pensões, em 2023, em função da inflação, foi curta. Mas conseguiu o ataque generalizado de todas as bancadas.

"Ao contrário do que acabou de dizer, os senhores não cumpriram a lei e criaram um regime transitório. Agora, estão a emendar a mão. É uma proposta ambígua. Não corrige o corte de mil milhões de euros nas pensões para o futuro", apontou, de imediato, a deputada social-democrata Clara Marques Mendes.

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"É um fraco arremendo da situação. Aparenta corrigir um erro e admite a teimosia do Governo. Simula corrigir valores mas vende uma ilusão", concordou o deputado do PCP, Alfredo Maia, acusando o PS de continuar sem cumprir a lei (o que implicava um aumento de 8% das pensões em 2023) e de apresentar uma proposta "sem prazos nem apontar qualquer valor específico".

Já o líder do Chega classificou a proposta socialista de "maquilhagem". "Não se sabe quando a proposta vai surtir efeitos, em termos jurídicos, qual o montante real. É mais uma maquilhagem e uma fraude sobre os pensionistas", reforçou André Ventura.

"O PS quer dar por esmola um direito e ainda pede um aplauso", acentuou o líder parlamentar do BE, Pedro Filipe Soares, classificando a proposta de aditamento do PS de "fraude". "O PS rasgou a lei, não cumpre a lei, e agora corre atrás do prejuízo. Mas nós não esquecemos", acrescentou.

O deputado socialista Miguel Cabrita ainda partiu em defesa da proposta do partido, apelando à oposição para alterar o sentido de voto, uma vez que, na especialidade, a medida passou apenas com o voto favorável do PS, tendo recebido a oposição de todas as outras bancadas. Mas não surtiu efeito. A votação repetiu-se, em plenário.

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