Reações após Infarmed

PS: Plano de desconfinamento está a ser avaliado

PS: Plano de desconfinamento está a ser avaliado

O PS registou, esta terça-feira, que o índice de transmissão do novo coronavírus está a aumentar em Portugal e adiantou que a continuidade do plano de desconfinamento do Governo vai estar em avaliação nos próximos dias.

Esta posição foi transmitida pelo deputado e dirigente socialista João Azevedo, na Assembleia da República, após ter participado por videoconferência em mais uma reunião sobre a evolução da situação epidemiológica em Portugal, no Infarmed, em Lisboa.

Uma reunião que contou com a presença de um conjunto de peritos, do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, do presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, do primeiro-ministro, António Costa, de representantes de partidos e parceiros sociais.

"Na sequência da reunião, percebemos que o índice de transmissão (o Rt) teve infelizmente alguma inversão. Portanto, este plano de desconfinamento que está proposto para os próximos dias certamente que está a ser avaliado, tendo em vista darem-se garantias de segurança aos portugueses", declarou o ex-presidente da Câmara de Mangualde e deputado eleito pelo círculo de Viseu.

João Azevedo salientou depois que o combate à covid-19 "é uma responsabilidade coletiva e individual".

"Temos de avaliar a situação de duas formas, começando pela saúde pública e pela proteção dos cidadãos, mas também temos de analisar as questões da economia, do plano de coesão territorial e a atividade diária das populações. Se a parte pedagógica for feita, algo que compete a todos nós, incluindo partidos e Governo, esta linha vermelha será limitada", referiu.

O objetivo, segundo João Azevedo, é "estancar" o aumento da propagação da covid-19 e impedir que se inverta a atual situação.

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"O próximo dia 19 é o dia D desta parte do plano de desconfinamento. Se nos empenharmos todos na prevenção, isso poderá acontecer. Mas vamos esperar pelos próximos dias", disse, reforçando a sua nota de prudência.

CDS-PP defende que alunos também sejam testados

Por sua vez, o CDS-PP defendeu o alargamento aos alunos da testagem para infeções com o novo coronavírus nas escolas, defendendo que "é profundamente errada" a política de testar "apenas os profissionais" e "não as crianças".

"Como os especialistas hoje disseram, as escolas devem funcionar como sentinelas no controlo da pandemia, e isso só se faz reforçando a testagem nas escolas, abrangendo as crianças, que são o universo maior da população escolar", afirmou a porta-voz do CDS-PP.

Esta posição foi transmitida por Cecília Anacoreta Correia num vídeo enviado à comunicação social no final de mais uma reunião sobre a evolução da pandemia de covid-19 em Portugal, que decorreu no Infarmed, em Lisboa, e na qual participou por videoconferência.

A dirigente centrista referiu que "na reunião de hoje do Infarmed foram revelados dados que demonstram que a abertura das escolas determinou um aumento significativo da taxa de contágio nas idades até aos nove anos, mas que por outro lado a frequência de infeção entre estudantes é idêntica à dos profissionais que com eles contactam diariamente nas escolas".

"Ora, estes dados vêm revelar que é profundamente errada a política de testar nas escolas apenas os profissionais, os adultos, e não as crianças", salientou.

Chega pede continuação do desconfinamento

O presidente do Chega defendeu que o atual desconfinamento das restrições para combater a epidemia de covid-19 "não pode parar", sublinhando a necessidade de "testagem massiva", sobretudo nas escolas, e contínua vacinação da população.

"As escolas são um ponto fulcral. É preciso testar massivamente, continuar a controlar a comunidade educativa e escolar em matéria de novas infeções e controlo de surtos, mas o processo de desconfinamento não pode, efetivamente, parar", disse André Ventura numa declaração-vídeo.

"Apesar da situação, neste momento, de algum risco, com o aumento do índice de transmissibilidade -expectável com o processo de desconfinamento em curso -, para nós, é importante que o desconfinamento não pare", vincou, destacando os problemas sentidos em setores económicos como "restauração, hotelaria, comércio" ou "ginásios".

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