Sondagem

PS só perde liderança para o PSD no Norte

PS só perde liderança para o PSD no Norte

Socialistas acumulam uma vantagem de 14 pontos sobre os sociais-democratas. Seguem-se, à Esquerda, o BE e a CDU. À Direita mandam os radicais do Chega.

O PS continua confortavelmente instalado no primeiro lugar nas sondagens (40,4%). São mais quatro pontos percentuais do que nas eleições de outubro passado e 14 de avanço sobre o PSD (26,7%), de acordo com o barómetro da Aximage para o JN e a TSF. As posições relativas dos vários partidos são praticamente iguais ao cenário que resultou das legislativas, com a exceção do Chega (5,2%), que lidera agora a batalha entre os pequenos partidos mais à Direita.

Comparando os resultados da sondagem publicada pelo JN no final de maio com os valores de julho, os socialistas parecem estar a perder gás. Ao contrário, os sociais-democratas estariam a recuperar e já próximo do que conseguiram na última ida às urnas. A comparação, no entanto, é problemática. A metodologia da Aximage, que faz agora os barómetros para o JN [ler texto ao lado], e a da Pitagórica são diferentes, não sendo possível perceber até que ponto as alterações nos dois principais partidos se ficam a dever à evolução da situação política ou à mudança no processo de recolha e tratamento dos dados.

Certo é que a vantagem de António Costa continua a ser confortável e por vezes pesada para Rui Rio, como confirma a análise aos vários segmentos da amostra. Os socialistas estão à frente em todas as faixas etárias (em particular nos mais velhos), classes sociais (sobretudo no topo da escala) e regiões (mais de 30 pontos em Lisboa), com a exceção do Norte: este é território claramente social-democrata.

Esquerda metropolitana

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Quando se compara o peso conjunto dos três partidos parlamentares mais à Esquerda com o que sucedeu em outubro, verifica-se que há um acrescento de três pontos percentuais. Que fica a dever-se exclusivamente ao PS. O Bloco de Esquerda (8,5%), apesar de manter o terceiro lugar, está em perda (menos um ponto), enquanto a CDU (6%), que permanece no quarto lugar, parece ter estagnado no mau resultado de outubro.

Os 55 pontos que somam agora os antigos componentes da "geringonça" não se distribuem de forma uniforme pelo território. É nas metrópoles do Porto e de Lisboa, em particular nesta última, que mais se sente a inclinação do país para a Esquerda. Coincidindo com a força do PSD, o Norte é a única região em que o conjunto das forças à Direita supera a Esquerda.

Chega em destaque

Desde as legislativas do ano passado que a luta pelo eleitorado à Direita se alargou a quatro partidos parlamentares. Mas nem tudo ficou igual durante estes nove meses. É verdade que o PSD se mantém como força liderante (perdeu um ponto percentual relativamente a outubro), mas, daí para baixo, o cenário está em mudança. Seja por causa da pujança do Chega (ganha quatro pontos), seja pelo declínio do CDS (perde metade do seu já escasso eleitorado e está com 2,1%), que corre o risco de ser ultrapassado pela Iniciativa Liberal (sobe um ponto, para 2,1%).

Os radicais liderados por André Ventura conseguem um apoio relativamente homogéneo no território, embora valha a pena destacar os resultados nas duas áreas metropolitanas, e sobretudo a de Lisboa (6,1%), pelo facto de incluírem os dois maiores círculos eleitorais, adivinhando-se, a manter-se o fôlego do Chega, um reforço significativo da sua bancada parlamentar.

O PAN está em ligeiro recuo, face ao resultado que conseguiu nas eleições de outubro (menos meio ponto). Fica a dúvida sobre se terá algo que ver com as dissidências recentes (perdeu o eurodeputado e uma das suas deputadas na AR).

Nova parceria com a Aximage

O JN iniciou uma nova parceria com a Aximage, com vista à publicação de barómetros políticos e outros estudos de opinião. Trata-se de uma da mais reputadas empresas deste mercado, com atividade há três décadas.

O JN escolhe sempre os melhores para trabalhar e isso é válido agora para a Aximage, como foi até aqui para a Pitagórica de Alexandre Picoto, de quem nos despedimos, uma vez que a estratégia da empresa não passa, no momento, por fazer barómetros para os média.

Certo é que a Pitagórica nos deixa uma herança de competência e fiabilidade, como demonstraram, primeiro, os barómetros apresentados ao longo do último ano e meio, e confirmaram, depois, a correspondência entre previsões e resultados nas urnas. Um agradecimento é por isso devido à Pitagórica.

Com a certeza de que, com a Aximage, a qualidade e a exigência serão iguais. Sempre em benefício do leitor.

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