Inquérito

PSP e GNR desentendem-se quanto ao transporte de vacinas em Évora

PSP e GNR desentendem-se quanto ao transporte de vacinas em Évora

A PSP e a GNR desentenderam-se esta segunda-feira, em Évora, acerca de qual das duas forças tem a responsabilidade de fazer a escolta às carrinhas que transportam as vacinas contra a covid-19.

O insólito incidente ocorreu junto ao Hospital de Évora, depois de a carrinha que transportava as doses destinadas a esse estabelecimento, vinda de Coimbra, ter descarregado o material. Segundo a TVI, a PSP terá depois bloqueado a carrinha distribuidora, impedindo-a de sair. O Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, já pediu um inquérito urgente ao incidente.

O episódio terá ocorrido devido a um conflito de interesses, já que, por um lado, a escolta do transporte das vacinas está a cargo da GNR mas, por outro, a PSP detém a jurisdição nos meios urbanos.

O bloqueio acabou por atrasar o transporte das vacinas para os hospitais do Baixo Alentejo e do Algarve. A situação ter-se-á resolvido após as hierarquias das forças policiais terem decidido que ambas fariam a escolta da carrinha de transporte das vacinas.

Governo abriu inquérito

O Governo já reagiu, entretanto, ao episódio. Através de uma nota enviada às redações, o ministério da Administração Interna (MAI) disse ter determinado "a abertura de um inquérito urgente por parte da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI)".

O MAI pediu ainda "informação sobre quais as regras de acompanhamento e desembaraçamento do trânsito definidas para concretizar essa distribuição" à Secretária-Geral do Sistema de Segurança Interna.

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Situação poderá repetir-se no Algarve

Depois de Évora, a carrinha partiria para Beja, onde teria hora de chegada prevista para as 18 horas, apurou o JN. No entanto, apenas chegou ao hospital da cidade por volta das 20.30 horas. A acompanhá-la estava um total de seis viaturas e uma mota da PSP, a que se somavam duas carrinhas da GNR.

A comitiva GNR/transporte de vacinas seguiu para o Algarve, onde deverá entregar também um stock de vacinas. O JN soube que, à chegada a Faro, a PSP deverá adotar o mesmo procedimento, juntando-se aos militares da GNR na escolta.

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