Questionário

Quase metade dos profissionais de saúde dorme menos de seis horas

Quase metade dos profissionais de saúde dorme menos de seis horas

Os profissionais de saúde que lidam com a Covid-19 estão ansiosos, cansados, dormem poucas horas e muitos não se automonitorizam.

Os dados resultam de um questionário realizado pela Escola Nacional de Saúde Pública a 2059 profissionais de saúde de todo o país, entre os dias 16 e 24 de abril, para identificar fatores de risco.

De acordo com os resultados do inquérito, cerca de três quartos dos profissionais apresentam níveis de ansiedade elevados ou muito elevados e 14,6% têm níveis de depressão moderados ou elevados. Quase metade (44,8%) diz que dorme menos de seis horas diárias.

No que se refere aos efeitos da carga de trabalho sentida pelos médicos, enfermeiros, assistentes e outros profissionais de saúde, destaca-se que 30,3% consideram o seu nível de fadiga semelhante ao da semana anterior, enquanto 46,7% apresentaram maiores níveis de fadiga e 10,1% fadiga extrema.

Em relação aos aspetos de risco microbiológicos, confirma-se o resultado obtido num questionário anterior: cerca de um terço (33,4%) não realiza a automonitorizaçao diária, que "deveria ser a regra na perspetiva, quer da proteção da saúde do profissional, quer da redução da probabilidade do risco de contágio", escreve a escola no comunicado em que dá nota dos resultados.

Quanto à disponibilidade de Equipamentos de Proteção Individual na última semana, em relação às semanas anteriores, é considerada pelos profissionais de saúde melhor (31,7%) ou mesmo muito melhor (40,7%). A sua disponibilidade aumentou para a maioria na última semana (55,1%), apesar de 11% considerarem que piorou bastante, em particular nos Agrupamentos de Centros de Saúde.